Os salários na função pública vão aumentar 3,52% no próximo ano, anunciou o Chefe do Executivo, adiantando ainda a intenção de avançar com a segunda fase da revisão ao Estatuto dos Trabalhadores da Administração Pública
Os trabalhadores da Função Pública são a “riqueza do Governo pois são essenciais para a concretização das linhas de acção governativa”, reconheceu Chui Sai On, ao indicar a pretensão de actualizar o valor do multiplicador indiciário da tabela salarial de 85 para 88 patacas e que corresponde, na prática, a um aumento de 3,52%.
No seu último ano de mandato, o Chefe do Executivo propõe assim a maior actualização de salários na Função Pública desde 2015. Actualmente, a cada ponto da tabela correspondem 85 patacas, pelo que um funcionário que aufira o índice 100 ganha 8.500 patacas mensais.
Durante a sessão, Chui Sai On referiu ainda que continuará a aperfeiçoar o regime de gestão e formação dos trabalhadores dos serviços, designadamente através da optimização das medidas relacionadas com as regalias e com o apoio psicológico.
A este nível, o Governo aponta para 2019 a inauguração do centro de actividades dos trabalhadores da função pública da Taipa, que vai disponibilizar uma zona de leitura, uma sala de confecção de pastelaria, assim como uma área de saúde, e outra para serviços de alívio psicológico, uma sala multifuncional, uma zona para exposição de obras, entre outras, proporcionando aos trabalhadores da função pública serviços e espaços multifuncionais.
Simultaneamente, será dado acompanhamento à revisão do regime das carreiras dos funcionários públicos, à segunda fase relativa ao Estatuto dos Trabalhadores da Administração Pública de Macau e ainda do regime de avaliação do desempenho e a optimização do regime de acesso que, para o líder do Governo, irão contribuir para o “aperfeiçoamento ordenado dos procedimentos, o rigor da supervisão e a transparência do mecanismo”.
Chui Sai On disse ainda que irá “estudar a possibilidade do intercâmbio de aprendizagem entre os trabalhadores da função pública das cidades da Grande Baía, no sentido de promover uma melhor integração de Macau no desenvolvimento do Estado”.
C.A.



