No primeiro trimestre, a remuneração média subiu mais de 5% na hotelaria, que é também o sector que mais contribui para a formação de pessoal
Entre Janeiro e Março trabalharam em hotéis 57.050 trabalhadores a tempo completo, um acréscimo de 4,8% face ao período homólogo de 2017. Em Março a remuneração média destes trabalhadores cresceu 5,3% para 17.910 patacas, excluindo as participações nos lucros e os prémios, indicam dados dos Serviços de Estatística e Censos (DSEC).
Já os “restaurantes e similares” empregavam 26.810 trabalhadores a tempo completo (mais 7,3%), cuja remuneração média desceu 0,9% para 9.200 patacas.
Estes são os serviços com maior volume de mão de obra abrangidos pelo inquérito da DSEC, que excluiu os trabalhadores por conta própria, os mediadores e os agentes não directamente vinculados às companhias de seguros.
Por sua vez, as creches contavam com 1.475 trabalhadores (mais 8,7%) e as actividades de intermediação financeira 365 (menos 13,3%).
O sector da produção e distribuição de electricidade, gás e água, com 1.122 trabalhadores a tempo inteiro, foi o que teve a remuneração média mensal mais alta em Março (32.050 patacas), seguido dos seguros (27.450) e hotéis (17.910), à semelhança do mês homólogo apesar de terem sofrido aumentos de 7%, 2,5% e 5,3%, respectivamente.
No final de Março, havia 1.058 postos vagos nas indústrias transformadoras, 2.294 nos “restaurantes e similares” e 2.184 em hotéis, tendo-se registado crescimentos de 346, 264 e 255 vagas, respectivamente, face ao mesmo período de 2017.
A taxa de recrutamento subiu nos hotéis (5,8%), com um crescimento da taxa de vagas para 3,7% a indicar bastantes vagas a serem preenchidas neste ramo. Mas a situação dos recursos humanos não melhorou na restauração, com as taxas de rotatividade de trabalhadores (6,7%) e de vagas (7,9%) a subirem ligeiramente e a de recrutamento a descer 1,1 pontos percentuais.
Nos ramos de actividade económica inquiridos, houve 211.493 participantes em cursos de formação proporcionados pelos estabelecimentos, um aumento de 46,8%. No entanto, este número resulta da formação de 208.668 de formandos dos hotéis, um crescimento anual de 48,2%. A maioria dos formandos dos “hotéis” participou em cursos nas horas de expediente.
Os custos de formação de mais de 70% dos formandos da maioria dos ramos de actividade económica foram pagos pelos próprios estabelecimentos, embora as creches tenham seguido a tendência inversa e pago apenas 38,1% das formações, apontando a falta de necessidade e de recursos como razões principais para não promoverem mais cursos de formação.
S.F.



