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O académico Roy Xavier, que dirige o Centro de Estudos Portugueses e Macaenses da Universidade de Berkeley, na Califórnia, quer envolver instituições e investigadores locais no projecto do Arquivo Macaense.  Sobre a recém criada Aliança Internacional Macaense, da qual é presidente, o investigador sublinha que a organização não pretende competir com o Conselho das Comunidades Macaenses (CCM) e que o objectivo é que as entidades possam colaborar entre si

 

André Jegundo

 

O académico Roy Xavier, recentemente eleito como primeiro presidente da Aliança Internacional Macaense (IMA, na sigla inglesa), esteve ontem na Universidade de São José para uma conferência sobre migrações macaenses. À margem da iniciativa, revelou ao JORNAL TRIBUNA DE MACAU que o diálogo com a Fundação Macau (FM) para o financiamento ao projecto do Arquivo Histórico Macaense tem “decorrido muito bem” e que a FM se tem mostrado “muito receptiva” ao projecto.

Roy Xavier, que dirige o Centro de Estudos Portugueses e Macaenses da Universidade de Berkeley, na Califórnia, referiu também que pretende envolver instituições locais no projecto, que pretende criar plataforma online onde serão reunidas fotografias, documentos, vídeos e outros materiais que possam preservar a história cultural das comunidades macaenses espalhadas pelo mundo.

“Contactámos a Universidade de S. José e outras organizações locais para se juntarem ao projecto. A colaboração poderá acontecer através da inclusão de académicos e de investigadores que queiram contribuir e fazer investigação sobre um arquivo digital que poderá reunir um acervo muito importante”, disse ao JORNAL TRIBUNA DE MACAU.

Roy Xavier sublinhou também que o projecto do Arquivo Histórico Macaense foi concebido sete meses antes da constituição da IMA, apesar de a associação se ter entretanto juntado ao projecto. O académico frisa que contactou a Fundação Macau a título individual e que, enquanto responsável pelo projecto, não quer que a iniciativa se confunda com os objectivos da recém-fundada Aliança Internacional Macaense.

“O projecto do arquivo é um projecto inclusivo e não partidário desta ou daquela organização. Tem o propósito de envolver as comunidades macaenses e chinesas que estão espalhadas pelo mundo. Foi o que dissemos à Fundação Macau e a reacção foi muito positiva”, acrescentou.

O académico sublinha que a criação do arquivo é imprescindível face à informação que existe sobre as comunidades macaenses e que está espartilhada por todo o mundo. “Esta informação precisa de ser centralizada, catalogada, colocada numa plataforma acessível em qualquer ponto do mundo”, defende.

Em relação à criação da IMA, Roy Xavier sublinhou que a organização não pretende competir com o Conselho das Comunidades Macaenses (CCM) e que o objectivo é que as entidades possam colaborar entre si. “Deve haver mais colaboração do CCM com outros grupos do exterior”, referiu Roy Xavier.