Na opinião de Jason Chao, nos últimos anos, o Governo tem exagerado nos limites impostos às actividades sociais. A seu ver, a revisão do regime jurídico sobre reunião e manifestação é um dos exemplos, mas apenas a “ponta do iceberg”. Já Sulu Sou voltou a acusar a polícia de controlar cada vez mais os protestos e de abusar dos poderes
Rima Cui
Para Jason Chao, a revisão da Lei do Direito de Reunião e Manifestação é apenas a “ponta do iceberg” no aumento das restrições aos cidadãos. “De facto, em anos recentes, o Executivo tem cortado o espaço de actividades dos cidadãos, tendo surgido cada vez mais casos de limitação do direito de reunião e manifestação, devido a decisões políticas”, criticou.
O activista apontou o dedo às autoridades policiais por “intervirem directamente na política” e “não respeitarem a liberdade de expressão dos cidadãos”. Além disso, de acordo com o “All About Macau”, contestou a elevada densidade das câmaras do sistema de videovigilância.
“Os cidadãos acham que a revisão deste regime jurídico não tem nada a ver com eles próprios, mas um dia quando precisarem de fazer uso desse direito, perceberão a gravidade das consequências. As pessoas de Macau devem valorizar a liberdade e pronunciar-se com mais coragem”, salientou.
Por sua vez, numa nota de imprensa, Sulu Sou acusou o Governo de avançar com a revisão da lei, tentando transferir todo o poder para o Corpo de Polícia de Segurança Pública, sem nenhuma consulta, divulgação de informações, de razões ou fundamentos plausíveis.
O deputado suspenso considera também que as autoridades policiais têm limitado constantemente as reuniões e protestos de forma abusiva, tendo até surgido muitos casos desnecessários de conflito e confusão entre cidadãos e agentes policiais.
Na sua perspectiva, a alteração aumenta as possibilidades dos cidadãos serem oprimidos, quando exercem direitos básicos.



