Falta reparar apenas uma das seis casas da antiga leprosaria de Ká-Hó para transformar aquela zona num novo ponto turístico. O Secretário para os Assuntos Sociais e Cultura apontou que também será feita uma intervenção na antiga igreja. A obra pode ficar concluída no prazo de um ano, estimou Alexis Tam
O Instituto Cultural (IC) deu por concluída, em Abril, a reparação de cinco das seis casas amarelas que compõem o conjunto da antiga leprosaria de Ká-Hó. A intervenção representou um custo de 6,7 milhões de patacas. Falta agora a intervenção na última casa a ser reparada e na antiga igreja.
Começando por referir as dificuldades no restauro da última das seis casas, o Secretário para os Assuntos Sociais e Cultura referiu que o processo demorará pelo menos um ano. Posteriormente, o IC lançará um concurso público para aproveitamento da antiga igreja. No entanto, todo o processo dependerá do orçamento do IC.
O Executivo pretende transformar a zona da antiga leprosaria numa base de educação e formação artística para jovens, aberta tanto a cidadãos de Macau como turistas. A antiga igreja vai albergar uma sala de exposições para apresentar a história daquela zona aos visitantes.
Alexis Tam sublinhou que o local é “sossegado e bonito” sendo, por isso, difícil encontrar um local semelhante em Macau, pelo que o Executivo optou por transformá-lo num novo ponto de turismo e lazer. A colina que se encontra por trás poderá também vir a ser aproveitada.
A vice-presidente do IC assegurou que as obras de reparação das casas tiveram como objectivo manter o seu aspecto antigo e não apenas a manutenção da fachada e dos corredores.
Respondendo a questões que se prendiam com o facto de a zona ser longe do centro da cidade e algo inacessível, Leong Wai Man frisou que o IC está a comunicar com a Direcção dos Serviços dos Solos, Obras Públicas e Transportes e o Instituto para os Assuntos Cívicos e Municipais para estudar a melhor forma de pavimentar a zona, garantindo ainda que há a possibilidade de introduzir novos transportes públicos para facilitar o acesso.
DSEJ consulta portugueses sobre manuais de história
O Secretário para os Assuntos Sociais e Cultura assegurou ontem que a Direcção dos Serviços de Educação e Juventude está a auscultar opiniões de historiadores locais e portugueses sobre a nova versão dos manuais de História para o ensino secundário. Alexis Tam destacou que o “processo ainda está em curso” e alguns historiadores já deram a sua opinião. O Secretário já tinha garantido que serão eliminadas as referências negativas sobre a passagem dos portugueses na versão digital dos manuais feitos pela Editora Executiva Popular. Por outro lado, o Secretário indicou que ainda não há uma decisão sobre o caso que envolve a saída de Wei Zhao, estando o processo ainda nas mãos do Gabinete de Apoio ao Ensino Superior.
R.C.



