Para o sector da restauração, a possível atribuição de 14 dias extra de licença de maternidade mesmo que não pagos, pode levar à contratação apenas de empregadas de idade avançada. Segundo o responsável de uma pastelaria, o problema do envelhecimento da mão-de-obra é grave nesta área e pode piorar com aquela medida
Rima Cui
Se o Governo “fizer questão de prolongar a licença de maternidade de funcionárias locais até aos 70 dias, mesmo usando o subsídio complementar para cobrir o prejuízo causado pelos 14 dias não remunerados”, os restaurantes poderão avançar com a contratação de empregadas de idade mais avançada, indicou um empreendedor jovem do sector ao jornal “Ou Mun”. Segundo realçou, o aumento de dias de licença provocará mais pressão ao sector, afectando o funcionamento dos restaurantes.
A preferência por funcionárias mais maduras não recai apenas na base da “estabilidade” no posto, mas também na “experiência” de trabalho. O mesmo empregador entende que o Governo deveria atribuir um subsídio consoante a mediana do rendimento mensal.
Apesar de se queixar do possível aumento de stress na empresa, o responsável de uma pastelaria indicou que caso as autoridades insistam em implementar a licença de maternidade de 70 dias, poderão agravar-se as dificuldades do sector ao nível dos recursos humanos.
Segundo o mesmo responsável, a pastelaria tem neste momento poucas empregadas jovens e há cada vez menos jovens interessados. “A disparidade entre as operadoras de jogo e as pequenas empresas tem sido cada vez maior em termos de salários e benefícios e com isso têm vindo a surgir diversos problemas, sobretudo o de envelhecimento dos empregados”, lamentou.
Na sua opinião, embora o Governo tencione aumentar os benefícios para os trabalhadores locais, a pastelaria, enquanto pequena empresa, só pode melhorar as condições, através do aumento dos dias de férias por ano ou através da melhoria das refeições.



