Os cidadãos de Macau estão menos satisfeitos com os serviços prestados pelas três companhias de autocarros e com a DSAT, avaliando-os com seis pontos numa escala de zero a 10. A conclusão é de um estudo promovido pelos “Kaifong” que revela ainda que, apesar das carreiras rápidas atraírem muita procura, continuam a ser em número reduzido e não cobrem zonas suficientes

 

Rima Cui

 

Um inquérito da União Geral das Associações dos Moradores de Macau (UGAMM) relativo à procura e opiniões sobre os serviços de autocarro, mostra que existe uma grande disparidade entre a avaliação dada pelos residentes e os dados apresentados pela Direcção dos Serviços para os Assuntos de Tráfego (DSAT). Nesse sentido, os “Kaifong” alertam o Executivo para a necessidade de aprofundar o estudo relativamente à procura efectiva dos residentes por este meio de transporte.

Numa escala de zero a 10, os residentes concederam 6,4 pontos ao desempenho das três transportadoras de autocarros em 2014, valor que caiu para seis pontos no ano passado. À frequência dos autocarros os inquiridos concederam apenas 5,86 pontos, enquanto o nível de satisfação em relação ao número e à distribuição das carreiras de autocarros recebeu 5,99 pontos. Para os promotores do estudo, as notas não são satisfatórias.

Por outro lado, as carreiras de autocarro mostram-se actualmente menos concentradas, visto que apenas 56% percorrem três a quatro zonas diferentes da cidade.

Houve ainda críticas visando o serviço das carreiras rápidas porque, além de serem poucas, não conseguem cobrir todos os pontos da cidade, tendo em média menos quatro paragens que uma normal. “Esta distribuição dos autocarros não dificulta só o acesso aos autocarros durante a hora de ponta mas também a mudança dos veículos”, mostram os resultados.

Ainda assim, quase 50% dos inquiridos já recorreram às carreiras rápidas e deram uma nota positiva a este tipo de serviço, assegurando que vão continuar a utilizar estes autocarros.

A UGAMM aproveitou os resultados deste estudo para instar o Executivo a rever a distribuição das carreiras de autocarro de uma forma abrangente, uma vez que, durante as horas de ponta, as carreiras que circulam nas duas ilhas ou entre a Península, a Taipa e Coloane devem corresponder a 50% do total. Além disso, os “Kaifong” apelaram para que haja mais carreiras rápidas de um ponto a outro, cobrindo todas as zonas do território.