Segundo o director dos Serviços Correcionais, o número de ex-reclusos a reincidirem no crime assinala uma tendência de quebra

No último dia de debate das Linhas de Acção Governativa para a área de Segurança, Ella Lei e Mak Soi Kun pediram dados sobre o número de ex-reclusos empregados no território e a taxa de reincidência no crime.

Chen Fong Meng, director dos Serviços Correccionais (DSC), reiterou a importância dos trabalhos de reinserção junto dos reclusos. “Nos últimos anos há uma tendência de decréscimo da taxa de reincidência”, salientou.

Segundo apontou, a taxa era de 2,66% em 2012, 2,77% em 2013, 2,89% em 2014 e 2,56% no ano seguinte. “É revelador dos efeitos do nosso trabalho”, realçou.

Quanto à situação laboral dos ex-reclusos, o responsável explicou que através do sistema de entrevista por videoconferência – criado no ano passado – 17 dos 46 que recorreram a este mecanismo conseguiram um emprego. “Em 2016, 67 reclusos foram entrevistados registando-se 16 casos de com sucessos”. Em relação a este ano, 18 entidades empregadoras contrataram 17 ex-prisioneiros.

“A DSC também coopera com DSAL na organização de workshops, nomeadamente para prevenção da criminalidade. Também há acções de formação ocupacional para reclusos, sendo que 35 reclusos frequentaram o curso, entre os quais 33 obtiveram a licença ocupacional”, acrescentou o director dos Serviços Correcionais. “Desenvolvemos outras iniciativas para terem mais capacidade de serem empregados, e vamos continuar a dar novas oportunidades de emprego aos reclusos e jovens internados para aprofundar o nosso apoio”.

C.A.