O regulamento que permite a criação da Academia de Medicina estará pronto em breve, assegurou o director dos Serviços de Saúde. As preocupações com as competências presidiram também à criação do Regime de Qualificação dos profissionais do sector que exige formação contínua para a renovação das licenças
Inês Almeida
A chegada ao Conselho Executivo do Regulamento Administrativo que preside à criação da Academia de Medicina, está para breve, assegurou ontem o director dos Serviços de Saúde de Macau (SSM). “Vamos estabelecer mais uma subunidade da direcção dos SSM, pelo que precisamos de rever a lei orgânica dos SSM. Este projecto de regulamento está na fase final e vamos enviar em breve para o Conselho Executivo para sua apreciação”, garantiu Lei Chin Ion.
Na ocasião falou também um dos subdirectores dos SSM e director do hospital público frisando que a futura Academia de Medicina terá como entidades colaboradoras o Centro Hospitalar Conde de São Januário, os centros de saúde, o Hospital das Ilhas, Hospital Kiang Wu e o da Universidade de Ciência e Tecnologia.
“Todas essas entidades podem servir como base de formação para médicos especialistas. Estes hospitais oferecem pacientes suficientes para que os médicos tenham oportunidade de estágio. No futuro podemos abrir a mais entidades para que os médicos possam fazer estágios, portanto, qualquer entidade ou hospital que achamos ter condições suficientes, até pode ser no estrangeiro, pode ser incluída nesta lista no futuro”, assegurou Kuok Cheong U.
As preocupações com a formação dos clínicos levaram também a aprovação, pelo Conselho Executivo, do Regime Legal da Qualidade e Inscrição para o Exercício de Actividade dos Profissionais de Saúde. Fica assim determinado que os médicos especialistas têm de fazer formação contínua. “Quem quiser continuar a ser acreditado como médico especializado tem de acumular horas de formação contínua. Sem esta formação não pode renovar a licença de médico especializado porque as técnicas e conhecimentos têm de ser actualizados. Se não conseguirem actualizar as qualificações e não satisfizerem as necessidades da área médica, não vamos continuar a aceitar”, assegurou Kuok Cheong U.
Actualmente este tipo de formação contínua já existe, no entanto, o novo regulamento vem uniformizar os critérios aplicados.



