Cinco estabelecimentos de ensino locais preparam-se para assinar acordos de geminação para operar sob o estatuto de escolas associadas com outras cinco situadas nos distritos de Aveiro, Porto, Coimbra, Braga e Leiria, revelou o director dos Serviços de Educação e Juventude. Actualmente, duas escolas de Macau têm já relações geminadas com três de Portugal

 

Catarina Almeida

 

A propósito do 40º aniversário do restabelecimento das relações diplomáticas entre a República Popular da China e Portugal será impulsionada a geminação entre as escolas de Macau e Portugal. O projecto consta dos planos para este ano da tutela do Secretário para os Assuntos Sociais e Cultura, no entanto, o director dos Serviços de Educação e Juventude (DSEJ), Lou Pak Sang, revelou ontem que actualmente duas escolas de Macau – Escola Zheng Guanying e Pui Ching – já estabeleceram protocolos de geminação com três instituições portuguesas do ensino secundário.

“Vamos levar representantes de cinco escolas locais para estabelecer relações geminadas. Esperamos que através da geminação de escolas haja intercâmbio entre docentes e alunos. É muito importante. As escolas geminadas também dizem que é muito bom e muito inspirador. É uma colaboração académica e de amizade entre as escolas de Macau e de Portugal”, salientou Lou Pak Sang.

Os estabelecimentos em questão são a Escola Hou Kong, Escola da Ilha Verde, Escola dos Moradores, Colégio de São José e Gonzaga Gomes, que irão celebrar laços com a Escola Secundária Carlos Amarante (Braga), Escola Secundária Augusto Gomes (Matosinhos), Escola Secundária Oliveira Júnior (São João da Madeira), Escola Secundária Engº Calazans Duarte (Marinha Grande) e Escola Secundária D. Duarte (Coimbra).

Com este passo, é dado novo impulso ao acordo celebrado há dois anos, quando os dois Governos acordaram em constituir uma rede de escolas associadas do ensino secundário. A intenção foi alinhavada durante a II reunião da Subcomissão da Língua Portuguesa e Educação Mista e visa ligar preferencialmente estabelecimentos de ensino onde decorre o projecto-piloto de oferta de Mandarim, em colaboração com o Instituto Confúcio (Hanban), e escolas da RAEM, onde é ministrado o Português.

Na altura foi ainda explicado que esta rede permitirá desenvolver áreas como capacitação institucional no domínio da produção de estatísticas em educação, educação inclusiva, desporto escolar e adaptado, educação estética e artística do ensino e formação profissionais, coordenação e liderança escolares, bem como promoção da língua Portuguesa.

Em Abril do ano passado, durante a III Reunião da mesma Subcomissão, os dois Governos já tinham reiterado o compromisso de estimular as escolas secundárias de Portugal – sobretudo as que ensinam Mandarim – e as de Macau – onde é ensinado o Português – a estabelecerem relações através desta rede.

Portugal sugeriu o arranque do projecto com a aposta em projectos de promoção da leitura em Língua Portuguesa tendo ficado em cima da mesa a promessa de “continuar a trocar opiniões sobre a viabilidade e operacionalização de tal projecto”. O que, segundo as afirmações da DSEJ, se veio agora a concretizar.

No mesmo período, 80 alunos e professores de Macau integrarão uma delegação para participar pela primeira vez na “Feliz Festa da Primavera” – uma forma de assinalar o 40º aniversário de relações diplomáticas sino-lusas.