Até Fevereiro de 2019, o Instituto para os Assuntos Cívicos e Municipais espera concluir parte do projecto de recuperação do ecossistema da zona florestada de Macau. A partir do segundo semestre deste ano, começam a ser plantadas árvores e plantas de diferentes espécies junto às zonas de trilhos
Catarina Almeida
A partir do segundo semestre deste ano será iniciado o projecto de recuperação do ecossistema da zona florestada de Macau, uma iniciativa cuja conclusão demorará entre cinco a 10 anos por envolver um trabalho “extenso e lento”. Todavia, segundo o Instituto para os Assuntos Cívicos e Municipais (IACM), uma parte ficará concluída em Fevereiro do próximo ano, no que diz respeito à reflorestação das zonas adjacentes aos trilhos do território. “Num diâmetro de 10 a 15 metros dos trilhos vamos recuperar de forma urgente repondo toda a vegetação. Esse será o primeiro passo dos nossos trabalhos”, disse o representante do IACM do departamento das zonas verdes e jardins.
O objectivo nuclear deste projecto é repor a vegetação e ecossistemas de uma área total de 30 hectares e, assim, recuperar os vários estragos que os tufões do ano passado – sobretudo o “Hato” – causaram na flora do território.
A ideia passa também por plantar espécies de árvores e plantas “mais resistentes ao vento e que melhor se adaptam às condições atmosféricas de Macau”, explicou o mesmo responsável após a sessão aberta ao público do Conselho de Administração do IACM. Ademais, serão também plantadas “plantas que produzem flores características de cada estação. Queremos com esta combinação criar um determinado efeito no meio ambiente e, portanto, houve a necessidade de combinar estas diferentes espécies”.
Quanto ao orçamento, o organismo explicou que nesta fase ainda não há números para avançar.
300 queixas sobre pingos
Os trabalhos de prevenção da queda de pingos de ar condicionados foram também abordados durante a reunião de ontem. Segundo o chefe de divisão de fiscalização do organismo, Junho é por norma o mês em que se registam mais casos e queixas por coincidir com uma altura do ano em que mais uso se dá a esses equipamentos.
Ainda assim, entre Janeiro e Maio deste ano foram já apresentadas 300 queixas que motivaram a abertura de 243 casos sendo que em 81 foi aplicada multa no valor de 600 patacas. Isto porque, segundo recordou, após a notificação os envolvidos têm até 10 dias para resolver o problema. Caso contrário, serão autuados. Em relação às queixas deste ano, as principais zonas envolvidas são a Nossa Senhora de Fátima e Santo Agostinho.
Em todo o caso, o organismo explica que a penalização não pretende ser a única forma de minimizar estes casos, uma vez que é preferível adoptar pela via da sensibilização para que as pessoas de Macau percebam que devem ter os aparelhos de ar condicionado bem instalados por forma a não perturbar as vias públicas.
Por outro lado, foi também abordado o novo centro de centro de actividades junto à zona habitacional de Seac Pai Van, aberto desde o passado dia 15. Por dia, o espaço é frequentado por uma média de 1.000 pessoas tendo registado até à data 9.000 utilizadores. O espaço – à excepção da zona desportiva – carece de inscrição pois só está aberto aos membros.
Pandas gémeos fazem dois anos
O Instituto para os Assuntos Cívicos e Municipais (IACM) celebrou na terça-feira o 2º aniversário dos pandas gémeos “Jian Jian” e “Kang Kang”, filhos de “Hoi Hoi” e “Sam Sam”, que o Governo Central ofereceu à RAEM. Para assinalar a data festiva, o IACM preparou um “bolo” especial de melancia e bambu para os gémeos e para a mãe “Sam Sam”.



