O Hotel Lisboa vai reabrir mais de 400 quartos, ao longo do Verão, depois da conclusão da primeira fase dos trabalhos de renovação do projecto “Crystal Palace”, segundo Daisy Ho. A directora executiva da SJM também afirmou que algumas áreas anteriormente destinadas às salas de jogo VIP do Grand Lisboa serão reconvertidas em novos quartos, o que expandirá a oferta de alojamento em 10%. Daisy Ho apontou que a segunda fase dos trabalhos estará concluída em 2027 e que a integração dos dois empreendimentos resultará no maior hotel-resort da Península
PEDRO MILHEIRÃO
Daisy Ho adiantou que a conclusão das obras de renovação do Hotel Lisboa e do Grand Lisboa está prevista para o próximo ano, de acordo com a imprensa em língua chinesa. Em 2027, os dois empreendimentos irão fundir-se num único complexo, tornando-se no maior hotel-resort da Península de Macau, segundo a directora executiva da SJM. À margem de uma cerimónia de bênção às equipas das corridas de barcos-dragão, a CEO acrescentou que a conclusão da primeira fases da obras, nos quartos de hotel e áreas de restauração e de jogo do Hotel Lisboa, está prevista para as férias de Verão deste ano, com a reabertura de mais de 400 quartos.
As áreas remodeladas do Hotel Lisboa poderão ser abertas ao público apenas após a obtenção da aprovação da Direcção de Inspecção e Coordenação de Jogos, explicou Daisy Ho, enquanto a segunda fase da área de jogo “Crystal Palace” terá início mais tarde. A directora executiva vincou que o Hotel Lisboa “possui uma longa história”, tendo ressalvado que “os quartos de hotel precisam de evoluir com os tempos”.
Nalguns casos, dois quartos serão fundidos num único, ao passo que noutras situações três quartos serão convertidos em dois. Com o design de suíte, o número de quartos do Hotel Lisboa diminuirá, contudo, os quartos ganharão uma maior área, o que “melhor atenderá às preferências dos clientes”, defendeu a responsável.
Na ocasião, Daisy Ho também referiu que está em curso uma obra de renovação no Grand Lisboa, onde as áreas anteriormente destinadas às salas VIP do casino serão transformadas em quartos de hotel, aumentando a oferta de alojamento em 10%. Ao mesmo tempo, no terceiro e quinto andares do edifício serão acrescentadas áreas de restauração, para servir os clientes das salas comuns do casino, enquanto ao rés-do-chão será acrescentando um espaço comercial. Já o lobby do hotel e a recepção serão realocados para o sétimo piso. Em paralelo, a ponte entre o Hotel Lisboa e o Grand Lisboa será sujeita a trabalhos de renovação.
A líder da SJM referiu ainda que a concessionária de jogo está a preparar um novo projecto depois do fecho do centro comercial “New Yaohan” no Grand Lisboa Palace, sem revelar mais detalhes.
SJM em período de “ajustamento”
Daisy Ho também indicou que, depois do encerramento dos casinos-satélite no ano passado, as respectivas mesas de jogo já foram redistribuídas pelos diversos estabelecimentos da SJM. Além disso, os proprietários dos casinos-satélite transferiram clientes para outros empreendimentos da operadora.
Embora tenha baixado no primeiro trimestre, a quota de mercado da SJM tendeu a recuperar em Abril e Maio, com as vantagens competitivas na Península de Macau a ficarem gradualmente mais fortes, o que demonstra a eficácia das estratégias e fomenta confiança nas operações de longo prazo, defendeu a responsável.
Além disso, Daisy Ho reforçou que, depois de entrar no mês de Maio, os negócios dos casinos da SJM têm reflectido uma “tendência de aumento gradual”, comparativamente ao primeiro trimestre. Contudo, reconheceu que o grupo ainda enfrenta uma “fase de ajustamento”.
Relativamente à competição internacional de barcos-dragão, organizada pela SJM, Daisy Ho frisou que esta modalidade “integra desporto, ritual e tradição folclórica, tornando-a numa expressão vital da civilização chinesa e uma peça acarinhada da herança cultural intangível”. “Durante muitos anos, a SJM associou-se ao Instituto do Desporto e à Associação de Barcos-Dragão de Macau para organizar as regatas”, destacou a CEO.



