O caso do “Sin Fong Garden” parece estar agora a avançar. Mak Soi Kun, da Associação de Jiangmen, avançou que hoje será assinado o contrato de doação de 100 milhões de patacas para a reconstrução. As obras deverão estar concluídas no prazo de três ou quatro anos

 

Liane Ferreira

 

Em Outubro de 2012, pelo menos 140 fracções do “Sin Fong Garden”, no Patane, foram evacuadas após um dos pilares de apoio ter cedido, ameaçando todo o edifício e deixando na rua os habitantes. Hoje, será realizada uma conferência de imprensa e assinatura de contrato sobre o donativo de 100 milhões de patacas feito pela Associação de Conterrâneos de Jiangmen aos proprietários das fracções, revelou ontem Mak Soi Kun, vice-presidente da associação.

À margem do almoço de Primavera da Assembleia Legislativa, Mak Soi Kun afirmou que a associação encontrou-se com o Ministério Público, onde ficou a saber que os procedimentos administrativos e apresentação de provas estão quase concluídos. “Sabíamos que era necessário tempo para tratar das formalidades e agora está tudo preparado”, declarou.

Recorde-se que, em 2015, o Ministério Público interpôs uma acção no Tribunal Judicial de Base contra as quatro construtoras envolvidas no projecto do Sin Fong Garden.

“Quanto às obras, depende do andamento, planeamento e do contrato, bem como das condições meteorológicas. Depois do ‘Hato’ sabemos que é preciso dar mais atenção à segurança da construção”, disse, frisando que quanto mais atrasos, maiores serão os prejuízos.

As previsões indicam que, dentro de três a quatro anos, as obras estarão concluídas, incluindo demolição e reconstrução. Além disso, muitos proprietários também precisam de arranjar parte do financiamento.

Referindo que a “legislação de Macau está desactualizada e o caso já se arrasta há cinco anos”, Mak espera que “o Governo possa tratar o caso de forma especial, acelerando o processo”.

“Neste momento, temos uma verba afecta para o efeito”, afirmou, assegurando que a associação pretende continuar a ajudar os proprietários e construir um centro para idosos.

A Associação de Conterrâneos prometeu suportar 60% dos custos de reconstrução.