O plano de recolha de pilhas e baterias usadas lançado em 2016 pela Direcção dos Serviços de Protecção Ambiental já levou à recolha, tratamento e envio para o Japão de mais de 17 toneladas de material

 

Salomé Fernandes

 

Desde o início do “Plano de Recolha de Pilhas e Baterias Usadas”, lançado em finais de 2016, já foram recolhidos mais de 17 mil quilos de pilhas e baterias usadas no território. Na sua página da internet, a Direcção dos Serviços de Protecção Ambiental (DSPA) indica ainda que os materiais recolhidos tiveram como destino final o Japão, país para onde foram enviados por via marítima no final de Novembro do ano passado.

Antes do seu envio, as pilhas e baterias descartáveis passaram por um processo de tratamento: primeiro foram removidas as embalagens e fitas adesivas, seguindo-se uma pesagem. Já no pré-tratamento de baterias recarregáveis, depois destes passos, realiza-se um isolamento ou a sua descarga.

Após terem sido colocados em contentores em Macau, seguindo viagem através do porto de Hong Kong, estes materiais chegaram em finais de Dezembro ao Japão, para aí serem reciclados e transformados em recursos.

Na fase inicial da implementação deste plano de recolha, a DSPA admitia como plano de reserva a possibilidade de haver compactação das pilhas e baterias usadas com cimento, sendo que em 2017 anunciou ter reservado espaço suficiente para o respectivo armazenamento temporário. Agora, o organismo reiterou a ideia, indicando que “nunca planeou efectuar a compactação”. Entre 2016 e Novembro de 2018, foram depositadas nas instalações da sociedade adjudicatária.

Note-se que a prestação de serviços de limpeza urbana, recolha e transporte de resíduos cabe à Companhia de Sistemas de Resíduos (CSR), que colecta mensalmente o conteúdo dos postos de recolha. Nos casos em que a caixa de recolha esteja quase cheia, as instituições que participam no plano também podem contactar directamente a CSR para fazer recolha porta-a-porta. As pilhas e baterias usadas são depois transportadas para a Estação de Tratamento de Resíduos Especiais e Perigosos de Macau.

Actualmente existem no território mais de 1.100 pontos de recolha desses materiais, distribuídos por escolas, lojas destinadas ao público das unidades comerciais e instituições, habitações e edifícios comerciais, serviços públicos e depósitos de lixo públicos. “São bem-vindos os pedidos endereçados pelas instituições e edifícios à DSPA, para instalarem um ponto de recolha do plano, mantendo-se também a comunicação estreita com as instituições participantes para que as caixas de recolha sejam colocadas em lugares proeminentes, atingindo-se assim os objectivos de divulgação e promoção”, referiu a entidade governamental.