As receitas brutas do jogo na RAEM caíram 12,1% para 18,52 mil milhões de patacas em Junho, face ao mesmo período de 2025, assinalando a primeira quebra homóloga dos últimos 17 meses, ou seja, desde o decréscimo de 5,6% registado em Janeiro do ano passado, de acordo com dados ontem publicados na página electrónica da Direcção de Inspecção e Coordenação de Jogos (DICJ). O resultado de Junho, que foi o mais baixo depois dos 18,29 mil milhões anotados em Setembro de 2025, reflecte ainda uma descida de 18,1% em relação aos 22,61 mil milhões contabilizados no mês anterior e corresponde a 77,8% do nível atingido no período homólogo de 2019, o ano pré-pandemia. O banco de investimento Citigroup indicou recentemente que o Mundial de futebol estava a afectar as receitas dos casinos de Macau em Junho, devido a uma menor disponibilidade de jogadores chineses para apostarem no território. Para os analistas, as apostas no torneio – que decorre até 19 de Julho no Canadá, EUA e México – estão a levar a uma redução do orçamento que os jogadores normalmente reservam para as mesas do território. A expansão do Mundial, que pela primeira vez conta com a participação de 48 equipas e com 104 jogos, poderá ter um impacto maior no jogo em Macau face às edições anteriores, que duraram menos tempo e tiveram menos jogos. Apesar da quebra no mês passado, a facturação dos casinos cresceu 6,8% para 126,90 mil milhões de patacas no cômputo geral do primeiro semestre de 2026, em termos anuais, e equivaleu a 84,9% do valor registado entre Janeiro e Junho de 2019. Por outro lado, os dados da DICJ mostram que as receitas brutas do jogo no segundo trimestre fixaram-se em cerca de 61,03 mil milhões de patacas, traduzindo uma descida trimestral de 7,4% e uma quebra anual de 0,1%. No Orçamento da RAEM para 2026, o Governo previu receitas de 236 mil milhões de patacas para o cômputo geral deste ano. Os casinos fecharam as contas de 2025 com receitas totais de 247,40 mil milhões, mais 9,1% do que no ano anterior.



