O grupo Emperor Entertainment Hotel Limited anunciou ontem uma queda de 40% nas receitas após ter sido obrigado a encerrar as operações do casino-satélite que operava sob a licença da SJM. A empresa cotada em Hong Kong e proprietária do Grand Emperor Hotel em Macau, reportou receitas totais de 512,2 milhões de dólares de Hong Kong no ano fiscal que terminou a 31 de Março, contra os 837 milhões registados no período anterior. A empresa gere o The Emperor Hotel e três blocos de apartamentos em Hong Kong, bem como o Grand Emperor Hotel e o Inn Hotel em Macau. O encerramento do Casino Emperor Palace, no Grand Emperor Hotel, ocorreu a 31 de Outubro de 2025, depois de uma revisão da Lei do Jogo que determinou a extinção do modelo de casinos-satélite. Apesar da quebra nas receitas, as perdas líquidas da companhia recuaram para 24,8 milhões de dólares de Hong Kong, face aos 248,1 milhões registados no ano anterior, graças a uma diminuição nas perdas de valor das propriedades do grupo. As receitas provenientes de hotéis e arrendamento mantiveram-se estáveis em 332,8 milhões de dólares de Hong Kong, representando 65% do total. Após o encerramento do casino, a Emperor anunciou planos para instalar novas infra-estruturas de entretenimento no Grand Emperor Hotel, diversificando a oferta além do jogo. O número de funcionários do grupo foi reduzido de 659 para 349 desde o ano passado, e os custos totais baixaram para 212,4 milhões, apontou a companhia. Em Fevereiro deste ano o hotel anunciou também a venda das 78 barras de ouro que estavam embutidas no chão do ‘lobby’ por 99,7 milhões de dólares de Hong Kong. No seu relatório financeiro, a empresa previu o crescimento contínuo do turismo em Hong Kong e Macau, com colaborações com organizadores de eventos e agentes de viagens, e aposta em atrair visitantes da Coreia do Sul, Japão, Malásia e Singapura.

 

JTM com Lusa