António José de Lemos Ferreira arrecadou o galardão de “Melhor Realizador” no “Picasso Einstein Buddha International Film Festival”, na Índia, com o seu documentário “Caminhos Longos”. O projecto do realizador macaense foi também entretanto selecionado para integrar o “Mediterranean Film Festival”, em Cannes
Inês Almeida
Foi com “muita alegria e uma certa surpresa” que António José de Lemos Ferreira recebeu a notícia de que tinha recebido o prémio de “Melhor Realizador” no Picasso Einstein Buddha International Film Festival, na Índia, com o seu documentário “Caminhos Longos”. O festival tinha como temas a arte, genialidade e espiritualidade. “Os três elementos, de certa maneira, estão contidos no filme e isso satisfez-me bastante”, explicou o realizador macaense em declarações ao Jornal TRIBUNA DE MACAU.
“No meu documentário, procuro sempre fazer para que seja coerente e tenha uma certa continuidade. A arte está em podermos contar uma história, criar o interesse no espectador e fazer de forma a que, se quiser trocar algum plano, já seja muito difícil. É como uma obra de arte, quando se chega ao fim, já não se pode pintar mais. É aquilo e está feito”, frisou António Ferreira.
O documentário conta “um pouco a história dos meus pais, a história do meu crescimento, a minha diáspora, os caminhos longos que percorri até voltar a Macau 60 anos depois”, explicou.
Questionado sobre o que o levou a concorrer a este festival indiano, António José de Lemos Ferreira indicou que quando viu o tema do certame achou-o interessante e considerou que o seu trabalho tinha os três elementos em destaque: a arte, genialidade e espiritualidade. “É um bocado a sorte conjugada com o espírito que vai dentro da organização. Estar dentro dos 10 melhores do mundo já é bom. Sair vencedor é a cereja no topo do bolo”.
O documentário foi também ontem selecionado para integrar o “Mediterranean Films Festival”, em Cannes. “Eles têm também um festival para documentários, curtas-metragens e desenhos animados e o sonho de qualquer realizador e produtor é estar em Cannes”, frisou.



