Hodi
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Grupos de música e dança tradicional da China Continental e países de língua portuguesa começam amanhã a actuar em Macau num intercâmbio cultural organizado pelo Instituto Cultural

 

No âmbito do primeiro “Encontro em Macau – Festival de Artes e Cultura da China e dos Países de Língua Portuguesa”, organizado pelo Instituto Cultural, decorrerão amanhã e quarta-feira espectáculos de música e dança tradicional de grupos da Província de Gansu, bem como dos oito países lusófonos.

Raspa de Tacho

Esta aproximação de culturas começa no Largo dos Bombeiros da Taipa entre as 18h30 e as 21h de amanhã, com a participação de grupos da China Continental, Angola, Guiné Bissau, Brasil e Cabo Verde. A cultura de Gansu vai estar representada pelo Centro de Pesquisa da Arte do Canto e Dança de Tianshui, que ao longo dos anos encenou diversas óperas e espectáculos.

Os grupos que vêm actuar procuram unir a sociedade através de elementos culturais. “Raspa de Tacho”, foca-se no choro, género musical brasileiro, enquanto os “Tradison di Terra” dão a conhecer o batuque de Cabo Verde, que já foi reconhecido com um prémio nacional. De Angola, “Nguami Maka” está actualmente envolvido num projecto de recuperação dos valores culturais do seu país, denominado “tocando o instrumentos tradicionais da Terra, dançamos os nossos ritmos”.

Já “Netos de Bandim” são da Guiné-Bissau, tendo o objectivo de apoiar a integração sociocultural para os residentes do Bairro de Bandim que vivem no limiar de pobreza. O espaço de convívio e partilha de boas práticas de cidadania por meio de expressões artísticas alarga-se agora aos cidadãos de Macau.

Centro do Canto e Dança de Tianshui

O intercâmbio cultural continua a 4 de Julho, entre as 18h30 e as 21h, no Jardim do Mercado Municipal de Iao Hon que conta por sua vez com artistas do Continente, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste.

Moçambique traz a Macau “Hodi”, companhia de dança que se associa à utilização de instrumentos típicos como a “timbila”, “mbira”, “toges”, “likutes”, “nhatiti”. A representar Portugal estão os “Galandum Galundaina”, músicos que trazem sons de Miranda do Douro para resgatar o património musical e linguístico da zona. E de Timor-Leste, “Timor Furak”, funde dança e música tradicional dando também a conhecer nas suas actuações trajes típicos do país.

Apenas São Tomé e Príncipe apresenta na RAEM um artista individual. Felício Mendes, de 69 anos, é considerado um dos mais consagrados cantores de música tradicional, tendo iniciado a carreira em 1970 quando integrou o conjunto militar “Os Quicos Verdes”.