Wu Zhiliang revelou que a Fundação Macau vai doar mais de 41 milhões de renminbis à Província de Guizhou, verba que será canalizada principalmente para a construção de uma escola primária, bolsas e apoio ao sector da educação. A Cruz Vermelha também doará sete milhões. O Secretário Lionel Leong garantiu que as verbas atribuídas serão fiscalizadas pelo Governo, que irá criar um mecanismo de avaliação do impacto do financiamento

 

Rima Cui

 

Uma delegação da RAEM liderada pelo Chefe do Executivo assinou ontem nove acordos com as autoridades de Congjiang, da província de Guizhou, abrangendo projectos de apoio no âmbito da educação, convenções e exposições, turismo, entre outros. A Fundação Macau irá doar um total superior a 41,5 milhões de renminbis. Pelo menos até 30 milhões de renminbis serão destinados à construção de uma escola de ensino primário, para ajudar a levar a educação a crianças que vivem em aldeias pobres.

Wu Zhiliang, presidente do Conselho de Administração da Fundação Macau, revelou que, para além desses 30 milhões, vão ser doados mais 10 milhões de renminbis para auxiliar noutras vertentes.

Para além da escola, a Fundação Macau vai dar bolsas de estudo de 100 mil patacas por ano a 15 alunos da província de Guizhou para virem estudar em instituições de ensino superior de Macau.

A Fundação Macau tem ainda um plano para ajudar a formar 400 professores e reitores daquela região para o ensino infantil, bem como doar oito ambulâncias e 360 aparelhos auditivos.

Sobre o financiamento, o Secretário para a Economia e Finanças salientou que este programa de apoio para o alívio da pobreza será desenvolvido consoante “as necessidades de Congjiang e as vantagens de Macau”.

Segundo o “Ou Mun Tin Toi”, Lionel Leong afirmou que, com o aprofundamento do conhecimento da sociedade local relativamente à situação de pobreza em Guizhou, o financiamento do Governo, da sociedade e das associações da RAEM vai aumentar. Mesmo assim, frisou que o Executivo vai criar um mecanismo para fiscalizar os efeitos do apoio.

Já o apoio do Gabinete de Ligação do Governo Central na RAEM será naturalmente mais modesto, pois irá conceder a 3.000 alunos pobres um montante de 500 renminbis por ano, por pessoa.

Por sua vez, a Cruz Vermelha de Macau vai usar sete milhões de patacas para melhorar as condições de saúde e de educação das aldeias. Além disso, a Associação de Agências de Emprego de Capital da China (Macau) proporcionará a Guizhou mais de 500 quotas para trabalhadores não residentes virem para o território e, a Associação das Empresas Chinesas de Macau promete levar 2.000 turistas por ano a Congjiang.

Para Zheng Xiaosong, director do Gabinete de Ligação, este projecto de apoio tem um significado profundo para o princípio “Um País, Dois Sistemas”, reflectindo a solidariedade e espírito colectivo da população da RAEM.