No futuro, o Governo pretende que sejam criadas mais escolas que utilizem o inglês como língua veicular. As escolas internacionais, disse a Secretária, podem desempenhar um papel importante na atracção de talentos
O Governo pretende que sejam criadas, “oportunamente, mais escolas com elementos curriculares internacionais e que utilizem o inglês como a língua principal para leccionar, com a finalidade de contribuir para o desenvolvimento das principais indústrias e para a promoção da diversificação adequada da economia”, disse a Secretária para os Assuntos Sociais e Cultura na sessão plenária da Assembleia Legislativa.
Recorde-se de que é já no próximo ano lectivo 2023/2024 que a Escola Gerações, uma escola internacional que utiliza o chinês, português e inglês como meios de ensino, vai entrar em funcionamento.
Elsie Ao Ieong U sublinhou que o Governo procedeu a uma reforma curricular para que as escolas tenham uma maior flexibilidade na exploração das suas actividades, passando estas a poder ministrar cursos com elementos curriculares internacionais e cursos leccionados em várias línguas, de acordo com as suas características educativas e as necessidades de desenvolvimento dos alunos, oferecendo opções.
“Em resposta ao desenvolvimento social e económico, Macau precisa de mais escolas de diferentes tipos, designadamente escola internacional que pode atrair talentos. Como as escolas internacionais diferenciam-se das outras escolas nos âmbitos do posicionamento, da origem de estudantes e da localização, não existe assim uma concorrência entre uma e outra”, afirmou.
Quanto aos terrenos para fins educativos, os do Projecto do Plano de Pormenor da UOPG Este-2 destinam-se, prioritariamente, ao tratamento dos assuntos relativos às escolas localizadas em pódios de edifícios, bem como às escolas que têm um “mau ambiente” e que não podem ser melhoradas na localização original ou na zona onde se situam. Segundo disse, já entraram na fase de concepção os trabalhos relacionados com oito edifícios escolares e um centro de actividades educativas, nos lotes B1 e B2 da zona Leste-2. Após a sua conclusão, será realizada a construção dos edifícios escolares, conforme o calendário.
Por outro lado, Elsie Ao Ieong U recordou que o Governo da RAEM tem apoiado e promovido a criação de 196 pares de escolas geminadas entre Macau e as cidades da Grande Baía. E em relação ao Novo Bairro de Macau em Hengqin, este irá oferecer uma escola que “privilegia a admissão dos residentes de Macau”.
C.P.



