Caso envolve falsificação de assinaturas
Caso envolve falsificação de assinaturas

Uma instituição educativa de Macau terá falsificado 70% dos cursos de formação de desenvolvimento contínuo, contratando inclusive funcionários para comprar dados pessoais de 200 residentes. A RAEM terá sido lesada em cerca de 3,1 milhões de patacas

 

Viviana Chan

 

A Administração da RAEM terá sido alvo de burlada no valor de 3,1 milhões de patacas num caso que envolve três residentes. De acordo com a investigação da Polícia Judiciária (PJ), pai e filho e um outro indivíduo fingiram ser funcionários da instituição educativa e conseguiram obter dados de pessoas num parque situado na zona da Areia Preta. Esses dados pessoais eram depois entregues à instituição que os usou para pedir subsídios do plano de desenvolvimento contínuo.

Os três suspeitos, que foram detidos ontem, admitiram que conseguiram ganhar 70 mil patacas pelo trabalho. A PJ recebeu o alerta em Setembro.

Um dos suspeitos, o filho de 24 anos, confessou que recolheu dados pessoais de mais de 200 residentes a troco de 1.000 patacas cada, entre Fevereiro a Maio. O pai e o terceiro suspeito disseram que cobravam 50 patacas a uma instituição educativa por recolher dados dos cidadãos e ganharam 3.000 e 5.000 patacas.

Segundo o jornal “Ou Mun”, a PJ descobriu que a instituição educativa em causa submeteu 1.623 pedidos ligados ao Plano de Desenvolvimento e Aperfeiçoamento Contínuo entre Janeiro a Agosto deste ano, recebendo cerca de 3,1 milhões de patacas. A mesma instituição terá ainda falsificado os registos de presença e assinaturas de pessoas nos formulários de inscrição.

A PJ estima que 70% daqueles cursos são falsos e assegura que vai continuar a investigação, mas ainda não foi detida nenhuma pessoa ligada directamente à instituição de ensino.

Os três suspeitos já foram encaminhados para o Ministério Públicos, devendo ser acusados dos crimes de “burla”, “falsificação de documento” e “uso de documento de identificação alheio”.