Ainda não há pormenores sobre as novas 200 licenças especiais para táxis, no entanto a actual operadora do serviço rádio-táxi mostrou interesse no novo concurso, isto apesar de admitir à TRIBUNA DE MACAU que a empresa ainda não deu lucros. Por outro lado, David Chow que participou no concurso anterior, não pretende, para já, concorrer
Viviana Chan
Embora ainda não tenham sido adiantados pormenores sobre o concurso público para 200 licenças de táxi por chamada, a Companhia de Serviços de Rádio Táxi Macau, actual operadora do serviço já se mostrou interessada em entrar na corrida.
Em declarações à TRIBUNA DE MACAU, o director da empresa, Kevin U disse que “vamos considerar a candidatura, mas ainda não sabemos pormenores sobre isso”. “Temos confiança no negócios dos rádio táxis”, frisou.
Kevin U revelou que as contas ainda não estão equilibradas, ou mlhor, a empresa ainda não dá lucros. “Os custos são elevados”, referiu o director. Note-se que a empresa entrou em operação em Abril de 2017.
Sobre as novas licenças de rádio táxi, o responsável considera que se conseguir esta licença de exploração de 200 táxis, poderá ajudar a empresa a reduzir os custos. Segundo explicou, o negócio já está estabelecido, por isso, se conseguir as licenças, não precisará de investir nos equipamentos existentes.
Relativamente a indicações anteriores do Governo de que, no futuro, poderá ser obrigatório o uso de veículos eléctricos, Kevin U afirmou que o táxis eléctricos são uma tendência a longo prazo. “A curto prazo, estamos preocupados com as instalações, neste caso, os postos de carregamento. Do nosso ponto de vista, temos de ver se é preciso construir as instalações de carregamento”, destacou.
Actualmente, a companhia voltou a operar 100 rádio táxis, depois de ter perdido nove veículos, durante o tufão Hato em 23 de Agosto do ano passado.
Em forma de balanço, Kevin U referiu que a rádio táxi recebe mais de 7.000 pedidos por dia, com uma média de 2.800 respondidos, o equivalente a uma taxa de resposta de 40%. No início, a taxa de resposta era apenas de 20%, pelo que actualmente já se verifica uma melhoria, graças a uma melhor estratégia de distribuição dos pedidos.
David Chow sem interesse para já
No último concurso realizado em 2015, registaram-se três candidatos. Além da Companhia de Serviços de Rádio Táxi Macau, que tem ganhou, contavam-se ainda a empresa de David Chow e a “TaxiGo”.
Em declarações à TRIBUNA DE MACAU, David Chow disse desconhecer o conteúdo de despacho do Boletim Oficial, onde é anunciado que serão colocadas as 200 licenças a concurso.
“Para já não tenho interesse [em candidatar-me a uma licença]”, declarou. Em 2015, o plano de David Chow propunha um investimento de 70 milhões de patacas [em infra-estruturas] e mais 30 milhões em carros. Todos os veículos seriam de boas marcas, dos quais pelo menos 30 dos 100 seriam Mercedes.
No início do processo de concurso, a empresa, que tinha David Chow como principal accionista, foi a única aceite pelos Serviços para os Assuntos de Tráfego, mas mais tarde, a Companhia de Serviços de Rádio Táxi Macau foi aceite, depois de contestar a decisão inicial.
A TRIBUNA DE MACAU também contactou a “TaxiGo”, mas até o fecho desta edição não foi possível obter uma reacção.



