INAUGURAÇÃO DE EXPOSIÇÃO DE PEDRO BESUGO
São 17 telas e uma instalação que até 12 de Julho vão estar em exibição, e à venda, na Galeria IaoHin. Denominada “Invisible Gateway”, a exposição junta um conjunto de obras todas elas produzidas em Macau
Helder Almeida
E ao fim de oito meses, descansou. Desde que o artista plástico Pedro Besugo chegou a Macau que trabalhou sem parar para concluir 17 telas e uma instalação, que foram finalmente apresentadas ao público na sexta-feira, na Galeria IaoHin, na Rua da Tercena.
“Foram meses de muito trabalho”, disse ao JTM, explicando que quando chegou ao território não trazia “qualquer expectativa”. Agora, tem já vários trabalhos em carteira, encomendas de várias partes do sudeste asiático.
As 17 telas da exposição, explica, têm algo em comum: “arquitectura, cartografia, paisagens urbanas, uso de mapas, antigos ou modernos”. Tudo para que “a obra final seja gráfica, com paisagens urbanas sem pessoas”.
Várias cidades podem estar espelhadas nas telas, e mais do que uma na mesma pintura. Pedro Besugo explica que lhe interessa a fusão entre os cenários urbanos e nesta série agora em exposição pode-se encontrar Manila, Hong Kong e Macau.
A utilização na tela de mapas , incluindo alguns “vintage” que Pedro Besugo vai procurando pelas cidades por onde passa tem um objectivo: “quero que as pessoas se imaginem a viajar, que fui o que eu fiz, andar a passar fronteiras, com um mapa onde se vai escrevendo”. Em Macau, diz, “não é fácil achar mapas vintage”, mas tudo o que encontrou, comprou.
A instalação consiste num andaime que foi pintado por Pedro Besugo e que contém 11.821 metros de fios de nylon de diferentes espessuras. E também esta obra remete para a ideia de viagem: corresponde, passando para quilómetros, à distância que separa Macau e Portugal, segundo explica.
A exposição, que se chama “Invisible Gateway”, poderá ser vista diariamente até 12 de Julho. O preço das obras varia entre as 8.000 e as 60.000 patacas.
Pedro Besugo formou-se na Faculdade de Belas Artes da Universidade de Lisboa e já recebeu alguns prémios pelos seus trabalhos, que expõe desde 1989.



