Ao longo do ano passado, a qualidade do ar voltou a ser o principal motivo de preocupação ambiental, com um aumento do número de dias em que foi considerada “insalubre”. Dados estatísticos oficiais mostram ainda que houve precipitação ácida em mais de 60 dias de 2017
Em 2017, a temperatura média do território registou um ligeiro aumento para 23ºC face ao ano anterior, com os valores mais altos a registarem-se em Agosto, 38ºC, a temperatura mais quente desde 1930.
Dados da Direcção dos Serviços de Estatística e Censos (DSEC) referem as oito tempestades tropicais registadas ao longo do ano, incluindo o tufão “Hato” que obrigou a içar o sinal nº 10.
De qualquer forma, a qualidade do ar continua a ser o principal motivo de preocupação. “As estações de monitorização de Macau registaram aumentos do número de dias com qualidade do ar considerado ‘insalubre’, salientando-se que a estação ambiental da Taipa registou o maior número de dias com ar ‘insalubre’, 28 dias, e um dia de ar ‘muito insalubre’, em Setembro”, indicam as informações da DSEC.
No que respeita ao número de dias com boa qualidade do ar, só houve subidas anuais na estação da berma da estrada da Rua do Campo e na estação de alta densidade habitacional da Zona Norte, mais sete e mais 28 dias respectivamente. Por sua vez, a estação ambiental de Coloane registou cinco dias com excesso de partículas finas em suspensão, conhecidas como PM2,5, com uma queda anual de dois dias.
Outro foco de preocupação reside nas chuvas ácidas, com o registo de 66 dias de precipitação desse tipo, que está associado à presença na atmosfera de gases e partículas de enxofre e azoto, provenientes das emissões industrial e automóvel.
Por sua vez, o consumo de água cresceu 2% para 88,4 milhões de metros cúbicos, observando-se aumentos de 2,7% no consumo comercial e industrial e de 1,1% no consumo doméstico. Além disso, verificou-se uma subida de 2,4% do consumo dos organismos públicos.
A Central de Incineração de Resíduos Sólidos tratou mais de 510,7 mil toneladas de resíduos sólidos urbanos, ou seja, mais 1,6% em termos anuais.
Ao longo do ano passado, a Direcção dos Serviços de Protecção Ambiental (DSPA) recebeu 562 reclamações relacionadas com a poluição do ar, mais 73 casos que em 2016. Entre estes, 43,1% eram denúncias de fumos e cheiros provenientes de estabelecimentos de comida e 19,8% oriundos de estabelecimentos comerciais.
No mesmo período, a DSPA recebeu 9.196 reclamações que tinham a ver com poluição sonora, o que corresponde a uma queda anual de 8,2%. As queixas deveram-se em grande parte a conversação e gritos, 4.113 casos.
O organismo atenta ainda que no ano passado desapareceram 3.297 árvores ornamentais em arruamentos, passando para um total de 16.156, em consequência da destruição causada pelo tufão “Hato”. Na Península registou-se uma diminuição de 22,3% e nas ilhas a quebra foi de 11,2%.
I.A.



