Ji Xianzheng avançou ontem que a 7ª Conferência Ministerial do Fórum para a Cooperação Económica e Comercial entre a China e os Países de Língua Portuguesa está prevista para o primeiro semestre de 2027. A data definitiva deverá ser anunciada até Setembro
PEDRO MILHEIRÃO
A 7ª Conferência Ministerial do Fórum para a Cooperação Económica e Comercial entre a China e os Países de Língua Portuguesa deverá acontecer na primeira metade do próximo ano, adiantou ontem Ji Xianzheng. À margem de uma conferência de imprensa sobre a 18ª edição da Semana Cultural entre a China e os Países de Língua Portuguesa, o secretário-geral do Fórum de Macau disse aos jornalistas que a data exacta deverá ser definida até Setembro, e referiu que os trabalhos de coordenação com o Governo Central da China e com os vários ministérios dos países lusófonos já estão em curso.
Recorde-se que a última Conferência Ministerial decorreu em Abril de 2024, quando foi assinado o “Plano de Acção para a Cooperação Económica e Comercial (2024-2027)” e realizado o Encontro de Empresários da China e dos Países de Língua Portuguesa. Na altura foram definidas as principais áreas da cooperação económica e comercial sino-lusófona até 2027, tendo por base o papel de Macau enquanto plataforma intermediária entre os dois blocos.
Em Março deste ano, no âmbito da 21ª reunião ordinária do Secretariado Permanente do Fórum de Macau, Ji Xianzheng tinha dito que “os próximos trabalhos do Fórum” se reflectiriam “na próxima versão do plano de acção”.
Questionado sobre o novo Plano Quinquenal da RAEM e acerca das medidas que apontam para a importação de quadros qualificados dos países lusófonos, Ji admitiu ontem que não analisou “as cláusulas deste Plano Quinquenal”. “Do ponto de vista do Secretariado Permanente do Fórum de Macau, estamos sempre a coordenar com o Governo da RAEM para facilitar ainda mais as cooperações, não só económicas e comerciais, mas também culturais e nas outras 20 áreas estabelecidas pelo Plano de Acção do Fórum”, ressalvou.
O secretário-geral também afirmou que o Fórum de Macau está a coordenar com a Embaixada do Brasil na China, o Ministério dos Negócios Estrangeiros do país sul-americano e as autoridades do Governo Central chinês para conseguir um delegado brasileiro permanente no Fórum. “Pessoalmente também este ano já estive em contacto com a Embaixada do Brasil em Pequim para coordenar este assunto. O secretário-geral adjunto, Danilo [Henriques] também aproveitou várias ocasiões para coordenar com a Embaixada do Brasil para poder ganhar um delegado residente em Macau”, concluiu.



