Si Ka Lon apresentou uma proposta de criação em Macau de um Centro Luso-Chinês de pós-produção de filmes. Em Pequim, o deputado da Assembleia Nacional Popular defendeu que o projecto poderia beneficiar a economia local e ajudar a criar uma imagem positiva da China

 

Viviana Chan

 

Com o objectivo de alargar as vantagens de Macau como plataforma entre a China e os países de língua Portuguesa, Si Ka Lon apresentou uma proposta de criação de um Centro Luso-Chinês para a pós-produção de filmes em Macau.

Na qualidade de deputado da Assembleia Nacional Popular, defendeu em Pequim que o projecto oferece benefícios mútuos, tanto para a diversificação económica local, como para a promoção de filmes chineses, consolidando o “soft power” da China e criando uma imagem positiva do Estado.

Segundo referiu, cada vez mais filmes são rodados no território e o Governo da RAEM tem-se esforçado nesse domínio. Além disso, frisou que, apesar do sector do cinema e entretenimento do Interior da China se ter desenvolvido muito, não atingiu ainda o palco internacional.

A proposta refere ainda que Hong Kong é líder na produção de filmes na Ásia e a Província de Guangdong é a região que contribui mais para as receitas de bilheteira, havendo uma concentração de talentos cinematográficos na Grande Baía. “Deve-se aproveitar a vantagem bilingue de Macau e Hong Kong, para criar o centro de pós-produção de filmes para se expandir para o mercado lusófono, através de Macau”, disse.

Si Ka Lon propôs ainda que, quando um filme seja produzido em Macau ou tenha investimento local, não faça parte do sistema de quotas para filmes internacionais. Este sistema limita a 34 por ano, o número de películas que entram no mercado chinês.