A construtora responsável pelo projecto de construção de habitação pública em Toi San prevê reiniciar as obras entre Março e Abril. Porém, o empresário Deng Chenghui ressalva que não é possível, neste momento, definir datas específicas por ainda não ter recebido o caderno de encargos da empreitada

 

A construção de fracções públicas na Rua Central de Toi San continua suspensa mesmo depois do Governo ter projectado o recomeço dos trabalhos para o final do ano passado. As obras arrancaram em 2011 mas acabaram por ser suspensas devido ao surgimento de rachadelas em prédios antigos.

Com o terreno das obras sem registar avanços, a Companhia de Engenharia e de Construção da China (Macau), empresa à qual o Governo adjudicou o projecto por 503 milhões de patacas, acredita que a empreitada poderá ver a “luz do dia” em breve.

Em declarações ao jornal “Ou Mun”, Deng Chenghui, director das relações comunitárias da empresa, não conseguiu confirmar uma data específica para o arranque da obra, nem o prazo necessário para a conclusão da empreitada pelo facto de ainda não ter recebido o caderno de encargos. No entanto, Deng Chenghui acredita que o projecto poderá ser retomado entre Março e Abril.

Face à ausência de novidades, o Gabinete para o Desenvolvimento de Infra-estruturas (GDI) afirmou que está a trabalhar nos procedimentos de transferência do Complexo Municipal do Mercado de Tamagnini Barbosa. Só depois de concluída essa etapa é que será possível, na versão do GDI, obter a autorização para reiniciar as obras. No entanto, segundo o Instituto para os Assuntos Cívicos e Municipais (IACM), a transferência do complexo municipal já foi feita, tendo as bancas sido transferidas no início de Dezembro do último ano.

Em causa está a construção de um prédio de 34 pisos com 510 fracções para idosos, das quais 280 são estúdios e 230 T1. Além disso, incluirá instalações sociais e parque de estacionamento público, tendo uma área de cerca de 3.000 metros quadrados.

Por outro lado, dois edifícios antigos perto do terreno já foram alvos de inspecção e supervisão. Segundo o GDI, estas avaliações são feitas com regularidade sobretudo em zonas sujeitas a elevado grau de construções.

Neste sentido, Deng Chenghui entende que a inspecção é necessária, pois “a obra vai causar impacto nos edifícios das imediações. Precisamos de ver os dados. Se não houver problema, poderemos desenvolver o projecto sem preocupações”.

 

R.C.