As medidas contra a especulação imobiliária levaram muitos promotores de empreendimentos a colocar-se na fila de venda de novas casas, fazendo com que só metade das actuais fracções em construção estejam disponíveis, apontou um responsável do sector

 

Rima Cui

 

Apesar da Direcção dos Serviços de Solos, Obras Públicas e Transportes ter indicado que, no primeiro trimestre, estavam em construção 75 empreendimentos habitacionais privados, oferecendo 9.030 fracções, o sector imobiliário não olha para esses números com satisfação. Segundo o jornal “Ou Mun”, mais de metade desses apartamentos já foram vendidos significando que a oferta de novas casas é reduzida podendo, por isso, não corresponder à procura de mercado.

Apesar da maioria das fracções de edifícios em construção já reunir condições para venda, o “aviso antecipado” do Governo sobre as medidas contra a especulação imobiliária também pesa neste cenário. Isto porque, segundo observou um representante de uma agência imobiliária, essas medidas contribuíram para incentivar muitos promotores de empreendimentos a colocarem-se na “fila” para venda de fracções autónomas, o que cativou um grande número de indivíduos ou investidores a tentar reservar um lugar no mercado.

Na sua opinião, a nova oferta de casas “é pouca”, logo, apenas terá um efeito limitado no controlo da subida de preços do imobiliário. “Com a entrada de novos proprietários nos apartamentos, as ofertas de arrendamento vão aumentar dando azo à queda temporária de valores de renda de fracções de cozinha aberta ou de T1”, explicou.

Nesse sentido, espera que o Governo esclareça o número concreto de casas novas disponíveis para habitação, aumentando o nível de transparência das informações para que os preços “voltem à estabilidade”.