Secretário para a Segurança, Wong Sio Chak, na cerimónia de encerramento do 25° Curso de Formação de Instruendos (CFI) das Forças de Segurança de Macau
Secretário para a Segurança, Wong Sio Chak, na cerimónia de encerramento do 25° Curso de Formação de Instruendos (CFI) das Forças de Segurança de Macau

O CPSP vai contratar mais 302 agentes para responder às necessidades crescentes nos postos fronteiriços de Qingmaio, Flor de Lótus e da Ponte Hong Kong-Zhuhai-Macau. Para além disso, o combate ao terrorismo também foi apontado pelo Secretário para a Segurança como motivo para o alargamento dos quadros

 

O quadro de pessoal do Corpo de Polícia de Segurança Pública (CPSP) vai ser alagado para receber mais 302 agentes, segundo disse o Secretário para a Segurança, Wong Sio Chak, à margem da cerimónia de encerramento do 25° Curso de Formação de Instruendos.

Salientando que em 2014 um regulamento administrativo já tinha alterado o quadro de pessoal, o governante sublinhou que o aumento não foi feito de uma só vez, mas sim ano a ano devido à política de racionalização de quadros do Governo, com base nas necessidades reais.

Assim, o próximo ajustamento envolverá 302 pessoas para fazer face às necessidades de trabalho relacionadas com o novo posto fronteiriço da ponte Hong Kong-Zhuhai-Macau, o posto fronteiriço Qingmao, e o funcionamento de 24 horas do posto fronteiriço da Flor de Lótus.

A estas situações acrescentam-se as medidas de combate ao terrorismo, que obrigam igualmente a mobilizar mais agentes. Wong Sio Chak pretende também elevar a capacidade de execução da lei, através da tecnologia, de modo a tornar o trabalho mais eficiente em termos de policiamento geral e comunitário.

 

Caso da bandeira na recta final

Noutro âmbito, questionado sobre o incidente da bandeira nacional, que foi hasteada ao contrário por funcionários alfandegários, o Secretário Wong Sio Chak revelou que foi interposto um recurso na sua tutela ao processo disciplinar. Após análise do Gabinete do Secretário para a Segurança, concluiu que existiram falhas no trabalho de investigação dos Serviços de Alfândega (SA), no entanto não especificou quais.

Para “garantir a equidade do procedimento e a protecção dos direitos e interesses legítimos do pessoal envolvido”, o caso foi devolvido aos SA, que deverá concluir a investigação complementar até ao início desta semana. O processo regressará depois ao Gabinete do Secretário, que deverá divulgará o resultado final em Dezembro.

Wong Sio Chak pronunciou-se ainda sobre a intenção do director da Polícia Judiciária (PJ), Chau Wai Kuong, de se reformar, ao fim de 41 anos de serviço, ideia apoiada pelo Secretário e Chefe do Executivo. O subdirector Sit Chong Meng deverá substituir Chau Wai Kuong, logo após a aposentação. Wong Sio Chak realçou que a futura nomeação para o cargo é da competência do Chefe do Executivo, a quem irá sugerir um nome que corresponda às reais necessidades da PJ.

Por outro lado, entre os dias 20 e 23 de Novembro, o director do Departamento do Controlo Fronteiriço do Ministério da Segurança Pública do Estado, Chen Dingwu, esteve de visita ao território para uma série de encontros com Wong Sio Chak e outros oficiais da pasta da Segurança para negociações sobre a prevenção e o combate à imigração ilegal e outras actividades criminosas transfronteiriças.

Nas reuniões, ambas as partes reconheceram ser necessário reforçar a troca de informações e a cooperação entre os serviços competentes dos postos fronteiriços de Guangdong e autoridades locais, em termos de identificação e repatriamento de imigrantes ilegais. Assim, melhoram-se os trabalhos de intercepção na fonte de actividades de imigração ilegal, mas também de prevenção e combate a outro tipos de actividades criminais fronteiriças e marítimas.

 

L.F.