A DSAT espera que ainda este trimestre entrem em circulação os 100 táxis eléctricos cujos alvarás foram atribuídos em Março. No entanto, o líder da Associação de Auxílio Mútuo dos Condutores de Táxi assegurou à TRIBUNA DE MACAU que o processo está parado e nem existem veículos prontos para sair para a estrada, com o problema a residir nos postos de carregamento. Apesar de irem ser adicionados mais 50, a DSAT frisou que cabe aos taxistas assegurarem os locais de carregamento
Liane Ferreira*
Poderiam ser 117 os táxis eléctricos a circular no território, no entanto, até 29 de Outubro eram apenas 17, segundo dados da Direcção dos Serviços para os Assuntos de Tráfego (DSAT) facultados à TRIBUNA DE MACAU. Isto porque dos 100 alvarás de táxis eléctricos atribuídos há mais de meio ano nenhum está em circulação. Mas, o Governo espera que a situação se altere rapidamente.
“Prevemos que os veículos em causa entrem em circulação no 4º trimestre do corrente ano”, disse a DSAT, garantindo que “tem acompanhado e acelerado os procedimentos pós atribuição” dos alvarás. Segundo o organismo, “até ao momento, não se levantam questões de maior”.
No entanto, Tony Kouk, presidente da Associação de Auxílio Mútuo dos Condutores de Táxi, já tinha denunciado em Outubro que a ausência de postos de carregamentos de veículos estava a atrasar a entrada em funcionamento dos carros, declarações que mantém actualmente.
“O processo de entrada em funcionamento está parado. Os veículos não estão prontos para entrar em circulação. Quanto ao problema do carregamento, não está a ser resolvido e os investidores não conseguem encontrar uma solução viável, porque os custos são elevados e exigem sobretudo apoio técnico da CEM, que pode envolver custos elevados”, frisou a este jornal.
Questionada sobre a possibilidade de ajudar o sector a instalar os postos de carregamento, a DSAT salientou que, “como princípio base, cabe aos titulares dos alvarás garantir os seus próprios equipamentos de carregamento”. “Os postos de carregamento por nós fornecidos assumem apenas uma natureza complementar”, destacaram os serviços em causa, escusando-se a confirmar se estariam a analisar alguma proposta de construção de um posto de carregamento colectivo. Esta seria uma das opções equacionadas pelo sector.
Sobre as consequências dos alvarás não entrarem em circulação, a DSAT indicou que “Macau é um mercado livre”, pelo que “cabe aos titulares de alvarás decidir sobre o exercício de actividade ou não”.
“Segundo o Gabinete para o Desenvolvimento do Sector Energético, actualmente existe um total de 120 postos de carregamento para automóveis ligeiros. Prevê-se que sejam instalados mais 50 novos postos, a entrarem em funcionamento no final do ano”, avançou a DSAT. Assim, o território terá 170 postos, incluindo 87 para carregamento rápido, instalados em 35 parques de estacionamento públicos e cinco em vias públicas.
No concurso de Março, foram apresentadas 1.024 propostas, com preço máximo de 988.080 patacas e mínimo de 810.101.
*Com V.C.
RAEM tem dois autocarros híbridos
O Executivo continua a estudar a aplicação de autocarros eléctricos em Macau, afirmou a DSAT à TRIBUNA DE MACAU, indicando que as respectivas operadoras importaram este ano dois veículos híbridos, que já estão em circulação. “Este tipo de veículos aloja um motor com menor emissões, com acesso directo a carregamento de electricidade, resolvendo o problema em termos de circulação interrupta”, explicou o organismo. A DSAT diz estar a avaliar a eficácia das emissões de ruído e gases dos autocarros híbridos, juntamente com as operadoras, mas assegura continuar a encorajar as concessionárias a “introduzirem mais veículos movidos a nova energia ou eléctricos”.




