Após uma queda algo abrupta devido à passagem do tufão “Hato” no ano passado, a popularidade do Chefe do Executivo voltou a subir, fixando-se em 56,3%. A sua taxa líquida de aprovação também cresceu, mantendo-se, porém, ainda nos valores negativos, refere um inquérito da Universidade de Hong Kong

 

Inês Almeida

 

A popularidade de Chui Sai On retomou a tendência crescente de 2016 depois de, no ano passado, ter registado uma quebra acentuada devido à passagem do tufão “Hato”, que matou 10 pessoas a 24 de Agosto de 2017. Isso mesmo espelha o barómetro anual da Universidade de Hong Kong, ontem divulgado.

Os dados mostram que o Chefe do Executivo recebeu uma avaliação de 56,3%, depois de no ano passado ter conseguido apenas 49,5%. A taxa líquida de aprovação manteve a tendência de aumento, sem, no entanto, sair dos valores negativos. Se no ano passado se fixava em 44, em 2018 subiu para 24 pontos percentuais negativos.

Numa votação hipotética, apenas 29,8% dos inquiridos voltavam a eleger Chui Sai on enquanto 53,9% responderam que não o fariam.

Por sua vez, a popularidade do Governo no seu todo apesar de ter crescido manteve-se no espectro dos valores negativos. Ao todo, 40,8% dos inquiridos fazem uma avaliação positiva da Administração enquanto 33,6% mostram-se insatisfeitos.

No que ao desenvolvimento da RAEM diz respeito, 13% dos inquiridos manifestaram-se insatisfeitos enquanto 53,6% dizem estar satisfeitos. Já 30% dizem estar “mais ou menos” satisfeitos. Questionados sobre a confiança no futuro, 71,3% mostraram uma atitude positiva, enquanto 22,1% disseram não estar confiantes.

A confiança da população no Governo Central aumentou ligeiramente com 62% a darem uma nota positiva, contra 18,3% que se mostraram descontentes.

As condições da sociedade de Macau foram avaliadas com uma nota de 7,47 numa escala que termina em 10 ao nível da estabilidade mas de apenas 7,23 no que respeita à prosperidade e 6,69 para a liberdade. O parâmetro referente à democracia recebe a pior nota: 5,52.

O inquérito foi realizado entre 12 e 14 de Dezembro e implicou entrevistas a 504 pessoas.