Metade dos participantes em eventos MICE considera que chegar ao território pela Ponte do Delta é inconveniente, devido à falta de “shuttle bus” directos entre a fronteira da RAEM e o Aeroporto de Hong Kong, concluiu um inquérito da Associação de Convenções e Exposições de Macau

 

Rima Cui

 

A Associação de Convenções e Exposições de Macau promoveu um inquérito cujo resultado revela que cerca de 50% dos participantes em eventos de convenções e exposições (MICE) realizadas em Macau, consideram inconveniente as viagens para o território através da Ponte Hong Kong-Zhuhai-Macau.

A ponte entrou em funcionamento há dois meses e meio, no entanto, não resultou na facilitação das deslocações a partir do Aeroporto de Hong Kong. O problema reside na necessidade de apanhar um autocarro para o posto fronteiriço e depois um “shuttle bus” para atravessar a ponte, demorando muito tempo a chegar ao hotel. “Se levasse uma mala pequena, ainda aceitava a complexidade da deslocação. Mas caso tenha muita bagagem, uma pessoa sentir-se-á muito cansada”, salientou Alan Ho, director daquela associação.

À TRIBUNA DE MACAU, o responsável indicou que a autoridade de aviação da RAEHK está a proceder a um concurso público para o serviço de “shuttle bus” a ligar directamente o posto fronteiriço de Macau na ponte e o Aeroporto Internacional de Hong Kong. A entrada em funcionamento desse serviço está prevista para a primeira metade deste ano.

Embora veja com bons olhos o futuro da ponte e o impacto desta no sector, Alan Ho espera que o transporte seja ainda mais facilitado.

Por outro lado, o director da Associação de Convenções e Exposições de Macau prevê um aumento entre 10% a 20% no número de participantes internacionais de MICE que visitarão o território. Sobre o número de eventos do género agendados para o corrente ano, para um acréscimo entre 1% a 10%.

Considerando que o desenvolvimento de MICE na RAEM será “estável e saudável” este ano, Alan Ho revelou que os espaços para a realização de eventos na época de pico para o sector, nomeadamente entre Setembro e Novembro de 2019, já estão todos reservados. “A procura já excedeu a oferta”, destacou.

Alan Ho realçou sobretudo o aumento substancial nas convenções e exposições de grande dimensão, tendo já sido agendados oito eventos internacionais e de classe alta em Macau. “Para ser de classe A, o evento tem de ter sido realizado cinco vezes e um mínimo de 1.000 participantes. Em Julho, vai ter lugar no território uma convenção internacional sobre inteligência artificial, que já tem 4.000 inscritos”, rematou.