O Secretário para a Economia e Finanças considera que a Ponte do Delta oferecerá “as maiores vantagens e benefícios” ao território. Por outro lado, com as Linhas de Acção Governativa à porta, assegurou que o Orçamento da RAEM para 2019 terá em conta a melhoria da vida da população
Liane Ferreira*
Com a abertura da Ponte Hong Kong-Zhuhai-Macau agendada para terça-feira, Lionel Leong destacou ontem as vantagens da mega infra-estrutura. “A ponte só vai trazer boas influências para Macau, porque propiciará o desenvolvimento do projecto da Grande Baía”, frisou o Secretário para a Economia e Finanças, à margem da abertura da Feira Internacional de Macau.
“A circulação de veículos levará a mais circulação de mercadorias, de pessoas e haverá facilidade de acesso às fronteiras. Para a economia e para todos os sectores e indústrias, a abertura da ponte será uma boa oportunidade e trará as maiores vantagens e benefícios para Macau”, frisou.
Segundo referiu, as infra-estruturas conexas ao empreendimento já estão “praticamente” prontas, mas as regiões vizinhas também têm trabalho para fazer. “As cidades vizinhas têm de melhorar as infra-estruturas e promover a qualidade dos serviços prestados para o tecido comercial agarrar as oportunidades”, salientou, acrescentando que as “empresas terão de pensar melhor como poderão apanhar este comboio”.
Em relação à desvalorização do renminbi, Lionel Leong admitiu que poderá afectar o consumo dos turistas, pelo que a situação está a ser acompanhada para determinar a melhor política monetária a ser aplicada. “Mas, por enquanto não está a afectar a economia”, disse.
“Temos de continuar a procurar um bom desenvolvimento, de forma prudente. As mutações na conjuntura mundial poderão afectar Macau, mas isso não quer dizer que não consigamos encontrar oportunidades de bom desenvolvimento entre os desafios que enfrentamos”, notou. Para o Secretário, “temos de ser pragmáticos e, de acordo com o nosso orçamento, atender às necessidades de desenvolvimento de Macau e saber quais são as acções prioritárias do Governo”.
Relativamente às Linhas de Acção Governativa e Orçamento para 2019, escusou-se a adiantar se haverá grandes alterações. Porém, assegurou: “Temos de apostar na melhoria da vida da população e ver quais são as despesas necessárias para prepararmos melhor o futuro”.
Sobre as licenças de jogo, reiterou que, “tendo em conta o ponto de situação do desenvolvimento das operadoras”, será analisado o caminho que o sector vai seguir. Lionel Leong não considera o desenvolvimento do sector do jogo noutros países como concorrência para Macau, mas deixou um alerta: “As operadoras locais têm de continuar a melhorar os seus serviços para serem mais competitivas”.
Alteração fiscal não afectará residentes de Macau na China
O Ministro das Finanças da China garantiu a Lionel Leong que a alteração ao imposto de rendimento das pessoas singulares do Continente não irá agravar a carga fiscal dos residentes de Macau que vivem no Continente. Liu Kun assegurou que o Estado continuará a promover benefícios para os cidadãos das RAE e de Taiwan. No encontro, Lionel Leong apresentou a proposta de revogação do regime de “offshore” e foi discutida a cooperação na Grande Baía.
*Com I.A.



