Ponte com “baixo retorno” mas “efeito multiplicador”

A recuperação do investimento na ponte Hong Kong-Zhuhai-Macau deverá ser lenta, mas a DSAT está optimista em relação aos aspectos positivos que a nova infra-estrutura poderá trazer à zona do Delta do Rio das Pérolas. No primeiro dia de abertura ao público, não se registaram filas, nem multidões do lado de Macau. Acima de tudo, a maioria quis ver a mega infra-estrutura   Viviana Chan   Lam Hin San alertou os cidadãos para não terem grandes expectativas em relação ao retorno económico da ponte Hong Kong-Zhuhai-Macau. Salientando que as infra-estruturas de grande dimensão têm normalmente um retorno baixo, o director dos Serviços para os Assuntos de Tráfego (DSAT) referiu que o Governo de Macau está mais focado nos benefícios para toda a região da Grande Baía. “A taxa de retorno nunca é muito alta, temos que estar preparados para aceitar este facto. Os benefícios económicos da ponte para Hong Kong, Zhuhai e Macau, até toda a Grande Baía, têm um efeito multiplicador”, sustentou, em declarações aos jornalistas. De acordo com a imprensa de Hong Kong, a construção da Ponte custou 195 mil milhões de dólares de Hong Kong e o investimento só deverá ser recuperado em 70 anos. Nesse sentido, Lam Hin San justificou que, sendo uma obra muito importante, o montante do investimento também seria sempre gigante. Segundo o conceito de design, a ponte foi desenhada para ter um tempo útil de vida de 120 anos. A meio da tarde, o Secretário para os Transportes e Obras Públicas afirmou que o primeiro dia estava a “correr bem”. Perante a notícia da avaria de um autocarro logo pela manhã na travessia, Raimundo do Rosário frisou que as “coisas acontecem, mas já foram resolvidas e isto quer dizer que o sistema funciona”. “Não podemos estar sempre à procura de problemas”, salientou. Pelas 7:30 da manhã, já havia uma fila de cidadãos à entrada do Posto Fronteiriço da Ilha Artificial para serem … Continue reading Ponte com “baixo retorno” mas “efeito multiplicador”