A “Polytex” e os lesados deverão chegar em breve a um consenso sobre as propostas de indemnização e compensação, adiantou o representante dos promitentes-compradores à TRIBUNA DE MACAU. Ainda assim, a associação viu ontem cair por terra uma tentativa de reunião com o presidente da empresa, Or Wai Sheung
Rima Cui
O presidente da Associação dos Compradores de Pearl Horizon acredita que o tão desejado consenso entre os lesados e a “Polytex” poderá ser alcançado em breve. Segundo Kou Meng Pok, a empresa está na recta final dos ajustamentos à proposta de devolução e compensação. Em declarações à TRIBUNA DE MACAU, indicou que a proposta deverá prever não só o direito à indeminização [no prazo de um ano] como a garantia de que o promitente-comprador poderá manter os direitos de compra se o Governo atribuir um terreno para a construção do “Pearl Horizon”. Já a compensação poderá ser apenas ao nível dos juros que os lesados têm liquidado juntos das entidades credoras.
O representante dos compradores do “Pearl Horizon” considera “fundamental” que haja uma garantia do referido direito, apontando que, embora “não queiram aceitar a proposta que a Polytex anunciou há uma semana”, “parece que já não há outras soluções”. “Ninguém quer esperar mais três a quatro anos para um eventual processo judicial”.
Logo, perante esse cenário, os “compradores acham razoável verem assegurado o seu direito de compra de prioridade”, salientou Kou Meng Pok.
De qualquer das formas, os lesados não desistem. Tanto que várias dezenas concentraram-se ontem em frente à sede do grupo Polytec, acompanhados de cinco deputados, sob o pretexto de deixar uma carta solicitando um encontro com Or Wai Sheun, presidente do grupo.
A carta, assinada por 300 pessoas, visa pressionar o grupo a devolver o montante investido e a compensar os pequenos proprietários, porém, não foi possível deixar o documento para ser entregue a quem de direito. Segundo a deputada Ella Lei, muitos compradores querem que a Polytex dê prioridade ao “problema” com os pagamentos dos empréstimos junto dos bancos.



