Foi por mensagem que a “Polytex” divulgou aos promitentes-compradores do “Pearl Horizon” duas propostas de devolução do investimento, em três ou dois anos. A associação que representa os lesados continua a defender a devolução das casas, mas diz que vai reunir para discutir estas sugestões
Catarina Almeida e Rima Cui
A Sociedade de Importação e Exportação da Polytex apresentou duas propostas aos compradores de fracções do “Pearl Horizon”, envolvendo a devolução do montante investido em cinco fases, durante dois anos, ou em sete fases (durante três anos) com um subsídio extra de 15% sobre o valor que pagaram.
Ao jornal “Ou Mun”, Kou Meng Pok, presidente da Associação dos Compradores do “Pearl Horizon”, disse que as opiniões dos compradores sobre as propostas “não são unânimes” pelo que irão reunir-se para discutir o assunto. “A melhor solução é a Polytex devolver-nos as casas”, reiterou Kou Meng Pok, considerando que as propostas pecam por “falta de sinceridade”.
“A compensação para compradores é o que o promotor do empreendimento tem de fazer. A situação envolve não só proprietários em primeira mão, também de segunda e de terceira. Obviamente, as duas propostas não garantem o interesse desses compradores”, insistiu.
O advogado Leong Weng Pun também abordou o caso, indicando que, se os lesados entendem que o promotor tem culpa, “podem tentar obter uma indemnização duas vezes superior ao valor investido”. “Sobre as propostas da Polytex, é melhor os compradores consultarem opiniões jurídicas antes de assinarem quaisquer documentos, para garantir melhor os seus próprios direitos e interesses”, disse o causídico, convicto de que “é muito possível vencer o processo de recuperação de juros de atraso”.
Já Ella Lei criticou o facto da Polytex ter apresentado as propostas aos lesados por mensagem, “em vez de conversar com eles de forma séria, o que reflecte uma extrema falta de responsabilidade”. “As duas propostas têm muitos problemas e não podem ser adoptadas. Se os proprietários não querem aceitar ambas as soluções, a Polytex considerará directamente que eles não querem receber a indemnização? A Polytex sabe muito bem como se proteger através das palavras”, disse ao jornal “Ou Mun”.
A deputada acredita que a empresa apenas tem a intenção de “atrasar mais dois a três anos” o caso.
Por sua vez, Sulu Sou denunciou o comportamento “pouco profissional do Governo” por exigir aos compradores que continuassem a pagar as contribuições fazendo com que “tivessem perdido a oportunidade de procurar diferentes vias de indemnização mais cedo”.
Já o Gabinete da Secretária para a Administração e Justiça instou novamente a “Polytex” a cumprir “as suas responsabilidades legais e indemnizar o mais breve possível aqueles que já compraram as referidas fracções autónomas”. Além disso, voltou a garantir apoio aos lesados que queiram pedir a indemnização.
Os que compraram fracções no “Pearl Horizon” podem tratar das formalidades para a devolução do imposto do selo na Direcção dos Serviços de Finanças, acrescentou o Gabinete de Sónia Chan.



