Macau conta actualmente com 55 agentes da Polícia Turística, mas mais 20 irão juntar-se aos quadros na primeira metade deste ano, anunciou o comandante do CPSP, na inauguração do novo posto e Centro de Apoio ao Turismo. Todos os elementos desta unidade estão equipados com gás pimenta, sendo que a corporação já deu formação a cerca de 2.000 agentes sobre a utilização desse material

 

Rima Cui

 

Foi inaugurado ontem o Posto do Comissariado da Praia Grande do Departamento Policial de Macau/ Centro de Apoio a Turismo, onde irá operar a Polícia Turística. A nova unidade, que funciona no antigo edifício do Gabinete de Comunicação Social, tem como objectivo reforçar a rede de cobertura policial e a capacidade de apoio nas zonas turísticas. Criada em 2017, integra actualmente 55 agentes, 40 na Península e 15 nas Ilhas.

À margem da cerimónia de inauguração do centro, o comandante do Corpo de Polícia de Segurança Pública (CPSP), adiantou que estão a ser formados mais 20 agentes para essa unidade, e que entrarão em funções de forma faseada na Península e nas Ilhas até ao final da primeira metade deste ano.

Segundo Leong Man Cheong, todos os agentes da Polícia Turística estão equipados com gás pimenta, além de pistola, bastão, algemas e intercomunicador.

No total, cerca de 2.000 polícias já receberam formação sobre a utilização de gás pimenta, revelou Leong Man Cheong, apontando que, até agora, os agentes de férias ou de folga que prestam “serviço gratificado” (agentes pagos por serviços solicitados por entidades ou outras organizações), e que normalmente trabalham em torno dos casinos e agentes de patrulha, ainda não usam gás pimenta. Sobre esse ponto, garantiu, porém, que todos os polícias da primeira linha estarão equipados com gás pimenta até ao início do Ano Novo Lunar.

O gás pimenta é utilizado pela corporação há dois ou três anos e o CPSP não afasta a possibilidade de virem a ser acrescentados equipamentos diferentes e mais avançados, de acordo com as alterações no ambiente de segurança.

O comandante do CPSP salientou que, desde a criação da Polícia Turística, o número de furtos ocorridos nas zonas turísticas desceu mais de 10%. Além disso, realçou o aumento da capacidade linguística dos agentes dessa unidade.

O centro tem uma área de 76 metros quadrados, inclui uma sala e balcões de atendimento, sala de piquete e acesso sem barreiras. A segunda fase das obras de decoração está em curso e não deverá afectar o funcionamento, sendo que as pessoas podem pedir informações, solicitar ajuda e apresentar denúncias naquele local.

A partir do quarto trimestre deste ano, será iniciada a obra de reparação e manutenção de outros pisos do edifício. O comandante do CPSP assegurou que a decoração é “simples e nada luxuosa”.