A participação das pequenas e médias empresas de Macau no desenvolvimento da Grande Baía carece de estudos aprofundados, até porque irão necessitar do apoio sistemático do Governo, reconheceu Chui Sai On
Os planos do Governo de Macau para a integração económica no projecto da Grande Baía motivaram várias intervenções, com os deputados a quererem saber quais os projectos já traçados em sintonia com as Linhas de Acção Governativa para 2019. De um modo geral, Chui Sai On vincou que enquanto Pequim não divulgar o plano geral da Grande Baía os trabalhos de Macau ficam em “banho-maria”.
Em todo o caso, as pequenas e médias empresas (PME) que queiram fazer parte do projecto terão de ser apoiadas em várias vertentes pelas autoridades da RAEM. “O Secretário Lionel Leong vai acompanhar os trabalhos sobretudo em relação aos investimentos da Grande Baía. [A maioria] das empresas de Macau são PME e […] sabemos que provavelmente vão precisar do apoio do Governo, pelo que o Secretário terá de desenvolver um grande volume de trabalho”, anteviu o Chefe do Executivo.
Segundo apontou, as PME “que vão entrar na Grande Baía poderão enfrentar riscos mas cabe ao Governo pensar como as apoiar. A par de tudo isso, vislumbramos novas oportunidades comerciais, vamos entrar numa nova etapa”.
O governante aproveitou também para enfatizar o “bom exemplo” do Centro de Incubação de Negócios para jovens, cujo papel terá de “ser aumentado ao nível do seu espaço e orientações dos peritos para melhor divulgar os produtos desses jovens”.
Para Chui Sai On, a inovação e o empreendedorismo no seio da Grande Baía merecem “grande discussão” porque implicam, por si só, “mais recursos”. “É importante saber que áreas de Macau precisam de ser desenvolvidas porque é difícil apoiar todas. Temos de ter muito cuidado no sentido de perceber quais as áreas a apoiar”, alertou.
A par dos estudos, devem ser aprofundados os conhecimentos sobre as nove cidades da Grande Baía, indicou Chui Sai On.
Por outro lado, em resposta a Wu Chou Kit, do sector da construção civil, o governante reconheceu ser “necessário haver um sistema de reconhecimento mútuo da qualificação profissional”. “Vamos dar acompanhamento a esse trabalho que é muito importante para o futuro para que profissionais locais possam tirar partido das oportunidades oferecidas dentro do espaço da Grande Baía”, garantiu.
“Estou optimista quanto à possibilidade dos profissionais [locais] participarem na Grande Baía mas também privilegio muito o seu envolvimento no desenvolvimento de Macau. Sei que muitos profissionais estão à altura de poderem dar conta do trabalho que lhes é exigido em termos de construção do espaço da Grande Baía e de Macau. Portanto, é nesse trabalho que temos de envidar esforços”, concluiu.
C.A.



