Sulu Sou e Agnes Lam questionaram o Governo sobre políticas para redução do uso de plástico e de fiscalização da presença de partículas na água, respectivamente. O Executivo afirmou estar preparado para criar legislação para controlar esse problema

 

O deputado Sulu Sou mostrou-se pouco satisfeito com a cobrança de uma taxa pelo uso de sacos de plástico, por considerar a medida insuficiente, apelando a legislação que evite o uso destes produtos. “Devemos reduzir os resíduos a partir da fonte mas acho que há falta de serviços inteligentes com coragem para tomar medidas. No Conselho Europeu já foi determinada a proibição do uso de plástico”, acrescentou.

A preocupação com esta forma de poluição estendeu-se a Agnes Lam. “Sabemos que há mecanismos de fiscalização através de aplicações para saber mais informações de áreas marítimas. Podemos usar para desenvolver a protecção ambiental? Qual é a quantidade de partículas de plástico que existem na água? Será que os exercícios competentes fizeram essa análise?”, questionou.

Em resposta aos deputados, um membro do Executivo afirmou que “no futuro estamos preparados para emitir [uma] lei a controlar o uso do saco de plástico”. Para além disso, recordou que o Governo vai prestar atenção ao lançamento de medidas como a instalação de bebedouros.

Mas há apelos para que se faça mais pelo meio ambiente, nomeadamente a nível de resíduos alimentares e poupança energética. “A Direcção dos Serviços de Protecção Ambiental avançou com muitos planos (…) mas creio que é essencial lançar novas medidas e ter uma certa criatividade na definição de medidas e políticas. Nas escolas vimos alguns resultados mas os efeitos não foram notórios”, apontou Chan Hong.

Em termos energéticos o Executivo garantiu continuidade na sensibilização e lançamento de cursos de formações, indicando que o Governo vai lançar um plano piloto de iluminação inteligente. O Secretário para os Transportes e Obras Públicas referiu ainda a promoção de gás natural e de carros eléctricos.

 

S.F.