Numa sessão de consulta pública sobre o enquadramento para o desenvolvimento da “cidade inteligente”, representantes do sector da ciência pediram explicações sobre os indicadores e objectivos concretos para os projectos. Porém, o Fundo para o Desenvolvimento das Ciências e da Tecnologia entende que a apresentação de indicadores poderia significar um desvio do significado dos mega-dados

 

Rima Cui

 

A segunda sessão da consulta pública sobre a “Estratégia para o desenvolvimento da cidade inteligente de Macau” foi dedicada às entidades e associações de ciência e tecnologia. Entre os 50 participantes, alguns defenderam que os projectos devem ter calendários concretos de concretização. Além disso, apesar de considerarem que o documento da consulta é abrangente, alguns representantes do campo de ciência manifestaram preocupações relativamente à falta de clareza dos objectivos e indicadores.

Segundo o “Ou Mun Tin Toi”, em reacção, Chan Wan Hei, membro do Fundo para o Desenvolvimento das Ciências e da Tecnologia (FDCT), sublinhou que os dados dos organismos do Governo não estão concentrados nem associados aos projectos da “cidade inteligente”.

“Os mega-dados são abordados em tempo real, por isso não se pode chegar aos respectivos valores logo na recolha de dados. Seria uma contradição entre a criação de indicadores e o próprio significado dos mega-dados”, sustentou.

Sobre os calendários, Frederico Ma, presidente do Fundo, frisou ainda ser necessário ouvir opiniões da sociedade, sendo que quer os calendários, quer as medidas de implementação serão divulgados por organismos do Governo.

Por outro lado, no que se refere à proposta de criação de um gabinete destinado especificamente à construção da “cidade inteligente”, um participante sugeriu que o organismo fique directamente subordinado ao Chefe do Executivo.

 

360 milhões para sensibilizar para prevenção de catástrofes

O Fundo para o Desenvolvimento das Ciências e da Tecnologia (FDCT) aprovou nove projectos de escolas sobre o ensino e a promoção de conhecimentos de prevenção e redução de desastres, envolvendo o financiamento de 360 milhões de patacas. Segundo Frederico Ma, presidente do FDCT, as verbas serão destinadas à realização de colóquios e produção de cartazes de sensibilização sobre a matéria. Garantiu ainda que todos os projectos são supervisionados rigorosamente pelo Fundo, que contabilizou os montantes consoante as propostas entregues pelas escolas. Além disso, o Fundo controla também os conteúdos dos projectos, número de participantes e respectivos resultados, salientou.