A zona A dos novos aterros contemplará um centro cultural de “grande envergadura”, anunciou Alexis Tam
Catarina Almeida
Nos planos para os Novos Aterros, nomeadamente na zona A, está prevista a edificação de um “centro cultural de grande envergadura”, revelou o Secretário para os Assuntos Sociais e Cultura.
Sem avançar grandes detalhes, Alexis Tam garantiu ainda estar planeada a construção de vários equipamentos culturais, tendo em conta que uma das metas é não só cultivar a base de cultura chinesa como aprofundar o papel de plataforma entre a China e os países lusófonos.
Neste campo, o governante disse também estar a trabalhar na promoção da cultura a vários níveis utilizando o turismo como veículo de transmissão, e a prevenir-se para “qualquer risco” – numa alusão a previsões de Chan Chak Mo sobre o impacto negativo que a mega-ponte poderá ter no turismo local, afastando os turistas que não queiram passar por Macau para ir a outros destinos, como Zhuhai. Sobre esta matéria, a directora dos Serviços de Turismo (DST) disse ter adjudicado a uma entidade um estudo sobre os efeitos da infraestrutura. “Estamos a fazer um concurso público e só depois é que posso divulgar esses dados”, apontou Maria Helena de Senna Fernandes, prometendo “mais promoção do turismo nas cidades da Grande Baía”.
A responsável pelo Turismo disse estar em negociações com os Correios para disponibilizar “wi-fi” gratuito em todos os hotéis do território. A este nível, Maria Helena reconheceu que, para responder ao aumento de visitantes nos próximos anos, será necessário subir a oferta para entre 48.600 e 51.900 quartos até 2025. “Mais de 4.000 quartos estão a aguardar a emissão da licença e cerca de 7.000 estão à espera da aprovação das Obras Públicas”, destacou.
Quanto à promoção da gastronomia, a directora da DST disse estar a recolher documentação necessária para apetrechar a futura base de dados. O projecto está a ser concebido em conjunto com o IFT e a Associação dos Macaenses, para o qual contribuem também as Casas de Macau da diáspora no processo de partilha de documentos pertinentes.
Ainda relacionado com o IFT, Alexis Tam mostrou-se favorável à sugestão do deputado Iau Teng Pio de abrir o restaurante-escola aos turistas.
Por sua vez, sobre as mudanças no orçamento do Museu do Grande Prémio dos iniciais 380 milhões para mais de 800 milhões de patacas, Maria Helena reiterou que se trata ainda de uma “estimativa”.
A responsável fez saber que 430 milhões serão canalizados para custear gastos com compra de equipamentos e 260 para aquisição de material de multimédia, software, entre outros. “São estimativas de acordo com o mercado. É o montante máximo estimado e isso depende também do projecto final. Se a verba não atingir esse montante chegará aos 800 milhões, mas depende do projecto de design”, concluiu.



