A Polícia Judiciária ficará responsável pelo alarme prévio e investigação de crimes de terrorismo, com a criação de uma subunidade apontada para 2018
Será estudada a eventual criação de um regime jurídico “complexo” para assegurar uma “completa e alerta” prevenção de terrorismo. Um trabalho que deverá arrancar no próximo ano, apontou o Secretário para a Segurança, sem avançar mais detalhes. Pretende-se ainda criar uma divisão subordinada à PJ, em 2018, responsável pelo alarme prévio e investigação dos crimes de terrorismo.
No âmbito da prevenção do terrorismo, alguns deputados levantaram questões sobre a protecção nos casinos. Segundo Wong Sio Chak, na altura da transferência de soberania, “havia 12 funcionários [de segurança], hoje existem 148”. “Em 2001, criou-se a divisão responsável pelo jogo e, em 2006, o departamento que actualmente conta com 300 funcionários”, disse, acrescentando que, “além desta divisão, outras cooperam em termos de jogo”.
“Também foi ajustada a forma de investigação para aliviar a pressão do pessoal, e temos ainda quatro patrulhas [para os casinos] para aliviar o pessoal da linha da frente”, salientou.
Por seu turno, Leong Sun Iok alertou para casos de agressões a funcionários dos casinos que acabam por ser aconselhados por responsáveis de salas VIP “a não apresentarem queixa”. “Além de atentar contra a dignidade do pessoal do casino constitui uma ameaça à sua segurança. Esses casos de agressão e violência terão reforço com patrulha?”, vincou o deputado, pedindo ainda que as operadoras sejam instadas a “reforçar a segurança das suas instalações”.
Quanto a esses casos reportados, o Secretário reiterou que se trata de uma “decisão pessoal”. Sobre a implementação de reconhecimento facial nos casinos, o Secretário explicou que a medida “depende das operadoras”. “Noto uma postura de abertura mas, neste momento, os casinos são zonas privadas”, explicou.
Já Lao Chi Ngai confrontou o governante com a ausência de indicadores sobre o grau de segurança de Macau. Segundo Wong Sio Chak, a meta do Governo é, antes de tudo, atingir uma “segurança global”.
No âmbito de alteração à Lei Orgânica da Polícia Judiciária, o Secretário confirmou que será criada uma subunidade responsável pela segurança cibernética que irá colaborar com o futuro Centro de Cibersegurança. “Temos de prestar mais atenção aos ataques cibernéticos”, disse, esperando que o respectivo processo legislativo avance com a brevidade possível.
C.A.



