Um vídeo de uma agressão a uma aluna, a circular nas redes sociais, motivou o arranque de uma investigação da PJ. A aluna foi agredida por uma colega, tendo o caso sido denunciado pelo irmão da vítima, indicando que as agressões são frequentes. A DSEJ exigiu à escola que entregue um relatório sobre o caso

 

Rima Cui

 

Uma aluna da Escola Luso-Chinesa Técnico-Profissional terá sido agredida por uma colega, situação capturada num vídeo em circulação na Internet desde ontem de madrugada. A Polícia Judiciária (PJ) já começou a investigar o caso, tendo contactado as envolvidas e os progenitores. O caso foi notificado à Direcção dos Serviços de Educação e Juventude (DSEJ).

A vítima é uma aluna de ensino secundário geral e a alegada autora da agressão frequenta o mesmo ano escolar.

A situação foi revelada pelo irmão da vítima que também escreveu no Facebook uma publicação acusando a outra aluna de fazer “bullying” à irmã várias vezes, mas esta guardou silêncio e apenas chorava às escondidas em casa.

No vídeo, que foi filmado à noite numa travessa, vê-se a aluna de uniforme a dar um forte pontapé à vítima. Além disso, ouvem-se palavras de encorajamento proferidas por rapazes.

A PJ afirmou ontem que, como o caso ainda necessita de mais investigação, só mais tarde será divulgada ao público a situação concreta. “Ofensa à integridade física é um crime grave. Caso seja confirmado, o suspeito tem de cumprir pena de prisão ou pagar multa, e terá ainda registo criminal”, salientou PJ.

A escola em questão garantiu que informou de imediato o núcleo de acompanhamento de menores da PJ, bem como prestou apoio aos encarregados de educação na denúncia do caso à polícia. Ao mesmo tempo, o estabelecimento de ensino disponibilizou serviço de aconselhamento aos alunos e pais, para acompanhar melhor o caso.

A DSEJ garantiu ter enviado agentes de aconselhamento aos alunos para auxiliar alunos e pais com necessidade. O organismo também instou a escola a destacar dirigentes responsáveis para acompanharem adequadamente o caso e a verificar e reforçar medidas preventivas contra a violência escolar. Além disso, exigiu à escola a apresentação de um relatório, no sentido de garantir a segurança dos alunos dentro e fora da escola.

Em reacção ao caso, a Associação de Construção Conjunta de Um Bom Lar, recomendou às escolas que peçam a intervenção de assistentes sociais mal sejam descobertos indícios de violência na escola, para intervirem o mais cedo possível. Além do mais, exortou as instituições a notificarem a DSEJ e a polícia rapidamente.