O novo director da PJ quer apostar na cibersegurança e criar uma divisão de antiterrorismo até ao final de 2018, mas reconheceu existirem problemas de recursos humanos
Sit Chong Meng, novo director da Polícia Judiciária (PJ), Sit Chong Meng, tem como prioridades criar um centro de cibersegurança e uma divisão antiterrorista até ao final do ano. No entanto, para isso precisa de resolver a falta de recursos humanos.
Para conseguir que a nova divisão de antiterrorismo esteja funcional até ao final de 2018, “são necessários mais 25 operacionais”, disse Sit Chong Meng, citado pela Rádio Macau, garantindo que a PJ já está a trabalhar com vista à sua criação. São também necessários técnicos especialistas no âmbito da cibersegurança.
“Vamos fazer primeiro a formação do pessoal actual. Já enviámos pessoas para formação com a Interpol e, neste momento, possuem um nível de qualidade aceitável. Mas temos também de aumentar o pessoal, porque a área informática precisa de especialistas”, declarou o novo director da PJ, à margem da sua tomada de posse, na sexta-feira.
“Temos uma divisão de investigação de crime informático e uma divisão forense. A PJ conta com pessoal especialista. Nos últimos anos temos enviado pessoas para França e Singapura para fazerem formação. Os técnicos ou técnicos superiores já têm qualidade e são reconhecidos internacionalmente”, acrescentou Sit Chong Meng, que serve a PJ desde 1990 e ocupava o cargo de director em regime de substituição desde 20 de Dezembro de 2017.
Relativamente às preocupações quanto à nova lei da cibersegurança, Sit Chong Meng garantiu que o objectivo é “proteger as infra-estruturas críticas”. O director, que também comentou a possibilidade de aumento da criminalidade face ao crescimento dos números do jogo, mostrou-se crente de que a PJ “está preparada”.
No seu discurso, considerou que “a situação da segurança mundial é imprevisível, o crime cibernético é muito variado e os crimes tradicionais surgem em novas formas com recurso às tecnologias mais avançadas, levando a novos desafios e testes o trabalho de execução da lei”.
Wong Sio Chak reforçou esta ideia ao sublinhar o “rápido desenvolvimento das tecnologias de informação”, “alterações ininterruptas da forma e dos modi operadi da actividade criminal”, bem como os “impactos produzidos pelo terrorismo na segurança das zonas territoriais da periferia”. O Secretário para a Segurança, que falava na cerimónia de tomada de posse do director da PJ, afirmou ainda que a segurança de Macau se irá tornar “mais complexa”.
No entanto, Wong Sio Chak comentou que os desafios trazem também “uma oportunidade de reforma ao modelo tradicional de policiamento”, pedindo aos dirigentes das forças e serviços de segurança para que mantenham “a noção de risco” e “policiamento inteligente”.
Na sexta-feira, também se realizou a cerimónia de tomada de posse de Chan Kin Hong como subdirector da Polícia Judiciária. Depois de ter integrado a então Directoria da Polícia Judiciária em 1988, o inspector de 1ª classe, licenciado em direito, passou por diversas funções e posições de chefia, sendo subdirector em regime de substituição desde 20 de Dezembro de 2017.
A PJ espera que com a sua tomada de posse se “possa garantir maior eficácia na resolução de situações complexas, como crimes que recorrem a tecnologias avançadas, crimes transfronteiriços e crimes que tendem a ser cada vez mais dissimulados”.
S.F.



