A Polícia Judiciária detectou um caso suspeito de esquema em pirâmide, envolvendo muitos residentes. Embora as autoridades ainda não tenham recebido queixas, a plataforma para recolha de fundos em causa já atraiu investidores locais. A empresa promete duplicar o valor do investimento no prazo de oito meses

 

Viviana Chan

 

Nos últimos dias, têm circulado a alta velocidade entre contas de Wechat vários vídeos publicitando um novo produto de investimento denominado “MEC”. Promovido através das redes sociais, promete duplicar o montante investido dentro de oito meses, com um valor inicial de investimento de apenas alguns milhares de renminbis. Nos vídeos, o cenário é de riqueza, com várias pessoas a contar dinheiro e as mesas repletas de notas de 100 renminbis ou 1.000 dólares de Hong Kong. “Não sei como ganhei tanto dinheiro com este negócio do MEC”, chega a dizer uma mulher no vídeo.

O negócio, que funciona como um esquema em pirâmide, despertou a atenção da Polícia Judiciária (PJ), que apesar de ainda não ter recebido nenhuma denúncia exortou os cidadãos a estarem atentos à situação.

Segundo a PJ, os responsáveis pelo esquema podem ser acusados do crime de fraude, sendo que os seus promotores e quem ajudar a convencer outras pessoas também podem ser alvo de processos criminais.

O MEC é supostamente uma plataforma de recolha de fundos, onde se assegura que o investimento pode variar entre 700 e 35.000 renminbis e esse dinheiro crescerá 2,56 vezes no prazo de oito meses. Segundo a informação, já existem mais de 15 mil investidores e um valor acumulado de mil milhões de renminbis.

O mesmo grupo adiantou que vai lançar um novo tipo de moeda virtual, com grande potencial de valorização no futuro. Deste modo, tenta convencer os investidores a apostar ainda mais dinheiro no produto.

A plataforma diz ainda usar a ideia de “bitcoin” de mineração, ou seja, computadores para fazer essa moeda, como se de uma “mina de ouro” se tratasse. O MEC terá lançado um relógio com multifunções e quanto mais se usam os relógios, mais “bitcoins” fazem.