Pelo menos três apartamentos foram arrendados para operar pensões ilegais e montar estações emissoras de mensagens “spam”. Noutro caso, ocorrido também numa pensão ilegal, um indivíduo do Continente esfaqueou um “amigo”
Viviana Chan
A Polícia Judiciária (PJ) deteve uma mulher suspeita de enviar mensagens “spam” e interceptou nove indivíduos alojados em três pensões ilegais no NAPE e na zona de Nam Van. Segundo o jornal “Ou Mun”, as pensões ilegais terão sido usadas para colocar estações emissoras de mensagens “spam” publicitando ‘sites’ de jogo ilegais.
A operação policial aconteceu após uma denúncia alegando que a rede aproveitava o Grande Prémio para enviar mensagens “spam” a turistas.
Nos apartamentos, a polícia encontrou vários equipamentos como computadores portáteis e “routers”. Os membros da rede que terá arrendado as fracções fugiram para o interior da China, tendo contactado uma pessoa para fazer a manutenção dos equipamentos.
A suspeita de 31 anos terá operado pensões ilegais e a rede de telecomunicações. Além da PJ, os Serviços de Turismo também estão a dar seguimento ao caso.
Esfaqueou “amigo” após discussão
As autoridades interceptaram outro indivíduo numa pensão ilegal situada na Avenida da Praia Grande por suspeitas de ofensa à integridade física.
A vítima e o suspeito são da mesma Província chinesa, mas ter-se-ão conhecido numa pensão ilegal, indo posteriormente jogar ao casino juntos. Na segunda-feira, o suspeito de 47 anos perdeu dinheiro e pediu um empréstimo de 10.000 dólares de Hong Kong à vítima para poder continuar a jogar. No dia seguinte, pediu novo empréstimo, desta vez de 15.000 dólares de Hong Kong, oferecendo-lhe um relógio como garantia, mas o queixoso não aceitou.
Descontente com essa mudança de postura, o suspeito esfaqueou o outro indivíduo quando regressaram ao local onde estavam hospedados. A vítima de 40 anos teve de fugir do apartamento, com vários ferimentos. Um morador do edifício assistiu à situação e alertou a polícia.
Cinco lojas envolvidas em burlas telefónicas
A Polícia Judiciária divulgou ainda um caso que envolve cinco residentes com idades entre os 20 e os 51 anos, detidos por suspeitas de receptação. Cinco lojas estão alegadamente envolvidas num esquema de burlas telefónicas que abrange casas de penhores, joalharias e lojas de venda de telemóveis.
A detenção foi realizada perante membros da Autoridade Monetária, uma vez que os estabelecimentos terão ajudado a fazer transferências de dinheiro para o Interior da China e Hong Kong apesar de não estarem autorizadas a fazê-lo.
Segundo o porta-voz da PJ, as cinco lojas estão implicadas em pelo menos dois casos de burlas telefónicas, um deles divulgado na terça-feira. O grupo tentava enganar pessoas alegando um suposto sequestro de um familiar, pedindo à família para transferir dinheiro para uma conta que lhes era indicada.



