O Governo vai rever a pensão para idosos no final deste ano ou no início do próximo, de acordo com o mecanismo de cálculo existente. Desse modo, não haverá a possibilidade de estar vinculada ao valor do risco social, afirmou o Chefe do Executivo
Face aos pedidos de alguns deputados para o aumento do valor da pensão para idosos, o Chefe do Executivo disse que esse assunto deve ser tratado de acordo com o mecanismo de ajustamento existente. Como não foi atingido o nível que desencadeia o aumento, o Governo irá rever a pensão novamente no final deste ano ou no início de 2024, e ajustará o valor se os resultados do cálculo do mecanismo cumprirem os critérios, referiu Ho Iat Seng, descartando a possibilidade da pensão para idosos estar vinculada ao valor do risco social.
No mesmo âmbito, o Chefe do Executivo afastou planos para ponderar o aumento dos montantes das contribuições da pensão para idosos, admitindo porém que o respectivo mecanismo poderá ser alvo de revisão “quando a economia estiver realmente recuperada”. Sobre o nível da subida, frisou que, após a recuperação total, caberá à sociedade discutir sobre o aumento proposto após cálculos, sendo os ajustes implementados depois de se atingir um consenso social.
Ho Iat Seng disse ainda que a economia de Macau continua em processo de recuperação e que o aumento dos montantes das contribuições aumentará a pressão das pequenas e médias empresas (PME) e dos trabalhadores.
Vários deputados defenderam rendas mais baixas na Residência para Idosos. Porém, o Chefe do Executivo vincou o objectivo de “apoiar os idosos que devem receber ajuda”.
Frisando que o Governo “não deixará nenhum idoso dormir na rua”, Ho Iat Seng salientou que serão construídos novos lares de de forma contínua, mas o número deve depender da procura e das mudanças do mercado. Segundo descreveu, os requerentes precisam de esperar cerca de um ano para poder utilizar um lar de idosos. Na Zona A dos Novos Aterros, haverá 800 vagas nos lares, que irão conseguir satisfazer a procura, tendo em conta a taxa de aumento da população idosa e a procura por lares.
Segundo o Chefe do Executivo, em Macau, a percentagem dos idosos na população é de 13,3%, situando-se num nível médio, face à percentagens de 14,9%, 21,3%, 17% e 29% no Interior da China, Hong Kong, Taiwan e Japão, respectivamente.
“Mesmo assim, apoiamos bastante a participação de idosos no mercado de trabalho. A sociedade deve ser mais aberta para aceitar trabalhadores idosos, porque o trabalho pode ajudá-los a manter uma boa saúde mental e prevenir a degeneração das células cerebrais. Deve ser adoptada uma mentalidade diferente na sociedade sobre esta questão”, sublinhou Ho Iat Seng, apelando sobretudo às PME e aos estabelecimentos de comidas para aceitarem trabalhadores idosos.
Ho Iat Seng constatou ainda que muitas empresas de gestão de condomínios contratam idosos. Contudo, face a uma sugestão de Ma Io Fong, apontou que recrutar cidadãos séniores para trabalharem na Residência para Idosos é “uma questão do ovo e da galinha”.



