Uma pensão ilegal que já tinha sido encerrada pelas autoridades no mês de Setembro voltou a funcionar. A situação levou à detenção de uma pessoa por suspeita da prática de vários crimes, incluindo desobediência qualificada, quebra de marcas e selos e reentrada ilegal
Viviana Chan
A Direcção dos Serviços de Turismo (DST) detectou o caso de uma pensão ilegal que voltou a funcionar este mês, apesar de já ter sido selada em Setembro. Embora as autoridades tenham cortado o abastecimento de água do apartamento situado na Rua de Pequim, funcionários do organismo descobriram que havia pessoas a viver na fracção.
Assim, foi necessária a intervenção do Corpo de Polícia de Segurança Pública (CPSP). Na sequência da operação policial, foram levados para interrogatório 14 indivíduos provenientes do Interior da China, incluindo uma responsável pela pensão, de 50 anos de idade. A investigação das autoridades concluiu ainda que a mulher entrou ilegalmente no território no dia 6 deste mês, tendo pago 10.000 renminbis a um grupo para chegar à RAEM por barco, uma vez que já estava proibida de entrar no território.
O CPSP descobriu que a mulher operava dois apartamentos vizinhos como pensões ilegais e terá feito obras para retomar o fornecimento de água que tinha sido cortado. Os hóspedes admitiram pagar entre 100 e 300 dólares de Hong Kong por cada noite de estadia.
A mulher é suspeita de desobediência qualificada, quebra de marcas e selos e reentrada ilegal.
Por outro lado, durante uma operação realizada na zona do COTAI, a polícia interceptou 120 pessoas, 11 das quais foram levadas para a esquadra, incluindo 10 trabalhadoras do sexo e um homem suspeito de troca de moeda ilegal.
As autoridades identificaram ainda mais seis imóveis que estariam a operar como pensões ilegais, na Taipa e no NAPE. Trinta e quatro indivíduos foram conduzidos à esquadra, incluindo 32 hóspedes e dois alegados responsáveis pelas pensões ilegais.



