O presidente da Associação Desportiva dos Trabalhadores da Administração Pública considera que deve ser simplificado o processo de acesso à carreira pública, alegando que bastaria um teste geral para escolher os concorrentes qualificados para entrevista. Para Kot Man Kam, a segunda prova escrita é um desperdício de recursos
Rima Cui
Começaram no fim-de-semana as 31 sessões da prova escrita da segunda fase de exames para adjunto-técnico de 2ª classe da Função Pública. Para Kot Man Kam, presidente da Associação Desportiva dos Trabalhadores da Administração Pública de Macau, a existência desta segunda prova escrita é desnecessária, pois os funcionários desta carreira fazem trabalhos administrativos normais e o conteúdo do teste não é diferente do exame de conhecimentos gerais.
Os procedimentos dos exames da Função Pública são muito repetitivos e um desperdício de recursos, além disso, cansam os concorrentes, apontou o mesmo responsável, apelando à realização de um único teste geral para escolher os qualificados para uma entrevista.
Além disso, segundo o jornal “Ou Mun”, Kot Man Kam defendeu que o júri deve incluir responsáveis de organismos diferentes, para avaliarem em conjunto a prova escrita, de modo a tentar combater situações de contratação de conhecidos das chefias.
Por outro lado, o dirigente associativo estima que o resultado sobre a prova escrita só deverá ser conhecido daqui a meio ano, pelo que o recrutamento de funcionários públicos demora entre 20 meses e dois anos.
“Os departamentos informam a Direcção dos Serviços de Administração e Função Pública sobre as vagas existentes, por isso mal acabe o exame de conhecimentos gerais, os candidatos também devem ser informados das vagas existentes para cada departamento, o que pode contribuir para poupar quatro a cinco meses”, defendeu.
Segundo o sistema actual, a primeira fase do concurso para adjunto-técnico de 2ª classe não especificava os serviços onde os candidatos podiam vir a exercer funções.



