Um inquérito da Associação de Construção Conjunta de Um Bom Lar concluiu que 45% dos serviços públicos não têm salas de amamentação. Além disso, a associação critica a falta de flexibilidade no horário de amamentação e insta o Executivo a fixar esse direito na lei, tanto para funcionárias da Administração Pública como do sector privado
Viviana Chan
A Associação da Construção Conjunta de Um Bom Lar, presidida pela deputada Wong Kit Cheng, apelou aos serviços públicos para que sejam mais flexíveis nos horários para amamentação, dando mais liberdade às mães, porque actualmente esse período é fixo.
Para a Função Pública, a deputada sugere um artigo específico sobre o horário de amamentação, enquanto para o sector privado, entende que deve ser adicionado um artigo na Lei de relações laborais para assegurar este direito durante o período laboral.
A associação considera que essa medida poderá demonstrar a determinação do Governo na defesa do bem-estar das mães e do crescimento das crianças.
O apelo foi emitido com base num inquérito sobre o apoio à amamentação nos serviços públicos. O estudo concluiu que ainda há muito espaço para melhorias na aplicação das medidas favoráveis a esta prática natural, embora 51,6% dos serviços públicos já tenham salas de amamentação.
Os serviços públicos da tutela dos Assuntos Sociais e Cultural, liderada por Alexis Tam, estão todos equipados com sala de amamentação.
O inquérito refere ainda que cerca de 90% das salas de amamentação correspondem aos padrões, 60% são abertas ao público, mas apenas 10% estão disponíveis 24 horas.
Segundo o mesmo estudo, 45% dos serviços públicos continuam sem instalações para facilitar a amamentação e 3,4% adaptaram salas de reuniões para esse fim. A pesquisa concluiu que os motivos para não existir uma sala incluem a falta de espaço e a questão de segurança, entre outros.
O estudo foi feito através de um questionário enviado aos serviços públicos. Dos 71 questionários, 60 foram respondidos.



